Doente do século XIX
Eu poderia compartilhar aqui, Inúmeras preocupações, Mas você nunca entenderia, Os porquês das minhas decepções. Está tudo bem, nem eu entendo, Às vezes acho que estou enlouquecendo, Você diz que é frescura mas está doendo, Preciso de Ajuda, eu estou morrendo. Eu estou me afogando, Nesse mar tumultuado da mente. Eu caí em alguma armadilha letal, E estou me perdendo lentamente. Sinceramente, não posso fazer nada, Estou numa área movediça, Se movimento, afundo mais de pressa, E afundo lentamente, se fico na preguiça. Essa sou eu de verdade? ou A ansiedade?, não sei, Meu cérebro está tão bugado, Que causa indecisão também. Não sei mais quem sou, Ou o que gosto de fazer, Tudo parece tão chato, Não sinto mais prazer. Não quero sair na Rua, Nem pra terapia, Dormir é meu hobby, Das multidões tenho fobia. Eu fui no supermercado, Mas os olhares são direcionados a mim, Todos rindo e sussurrando, Não podia ficar alí. Minhas pernas tremiam, Meu coração acelerou, Não conseguia respirar, Meu psicológico abalou. Não sou o centro do mundo, Porque acho que todo mundo me notou? Eu realmente não estou bem, Minha mente me sabotou. Então quero ficar no meu cantinho, Sem incomodar ninguém, Eu só queria ser útil, Por que não me ajudam, hein? Pareço tão estranha? Entendo você não me entender. Mais ainda tento te explicar, Enquanto você tenta entender.
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