Te escrevi tantos poemas
Te contei meus problemas
Te confiei minha juventude
Esperei por sua atitude
O que recebi foi confissão
Que era apenas ilusão
Um delírio da sua cabeça
Sinceramente, desapareça
Desapareça da minha mente
Não me faz mais contente
Que desapareçam os presentes
Nossos corações pensantes
Desapareça do meu guarda roupa
Do cheiro do perfume que não me poupa
Do meu batom
Não combina mais com meu tom
Não sei mais o que é real
Não quero seu mal
Talvez eu esteja louca
Talvez eu seja louca
Sua mãe nunca aprovou
Do meu estilo não gostou
Seu pai muito menos
Conselhos disfarçados de julgamento
Talvez nunca foi pra ser
Não quero mais te ver
Será que só eu sinto
A dor de um amor extinto?
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Ontem tentei te esquecer
Pensei em substituir
Me deixar ir
Te deixei ir
Caí aos pedaços
Quebramos nossos laços
Não sei meu rumo
Não sei quem amo
Foste verdadeiro?
Ou foste apenas cavalheiro?
Eu estou errada?
Ou era tudo uma mentirada?
Tudo de ponta cabeça
Uma bela bagunça
Como conto a minha mãe
Que você me deixou no chão?
Como contar
Que não vamos nos casar?
Que tudo o que construímos
Destruímos?
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Lembro-me de te conhecer
_Você_ fez acontecer
Te guardei com carinho
Fizestes meu caminho
Nossas memórias
São todas vitórias
Algumas derrotas
Mas nunca baldio
Ainda no aguardo
Ainda na aflição
Teremos cuidado
(A)Guardaremos no coração
Lembro-me das noites tristes
Dos olhos vazios e inquietantes
Nossos olhos de Abrolhos
Derrepente sem antolhos
Me leve para perto
Quando estiver com aquele aperto
Olhos incertos
Mas com o peito aberto
Promessa
Sem pressa
Que confessa
Amor que não cessa
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Anti face bem feita
Atuação quase perfeita
Até que eu me esqueça
Até que eu me devaneça
Espelho distorcido
Só me deixa aborrecido
Os ouvidos nem se fala então
Estremece o coração
Demasiadas comparações
Sem rumo a soluções
Ali está o mapa
Mas pedras não lêem nem capas
Regozijo atuado
Mortificação ao meu lado
Isso é uma invasão
Me passe sua exultação
(Os melhores poemas são feitos tarde da noite, de cabeça cheia)
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Tudo mudou
Tudo se transformou
De repente crescemos
Já não somos mais os mesmos
Estamos mais cansados
De tantos dias lutados
Ao fim do dia ao se ajoelhar
Tiramos nosso pesar
Olhando para trás
Seu sorriso sagaz
Meu baú do tesouro
És todo o meu ouro
Te disse abrir para lembrar
Abri, me vi a vislumbrar
Irei sempre te esperar
As estrelas vamos juntos admirar
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Esta monotonicidade me corrói
Ficar calada me dói
Então me chame para dançar
Me chame para pular
Eu gritei o nome dela
Chorei olhando pela janela
Olhei novamente, lá estava ela
Como sempre, estava linda e bela
Me faça aquele jogo
Aquele de cessar fogo
Aquela noite, sentei e te olhei
Estava brilhando, me orgulhei
Eu dancei
Lhe ensinei
Rimos das pisadas nos pés um do outro
Ficará guardado, como um tesouro
Abrirei para olhar
Para meu pesar esvaziar
Com os olhos nus então
Te vi no chão
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Me lembro do passado
O tanto que foi lhe doado
Com meu peito ardente
Te rever me é frustrante
Me relembro do passado
Algo que foi lhe confiado
A brisa já não é mais a mesma
Me peguei em esma
Com Pesar
me levo a pensar
Quantas memórias iram passar?
Quanto tempo vou esperar?
Odeio odiar
Pode me levar
Meu mundo roda ao deitar
Volto a me relembrar
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Às vezes de noite me dói
Não sou nenhum herói
A dor não tem como evitar
Ela simplesmente virá
Parei para pensar
Não sarou nem curou, eu deixei de tentar
Não consegui me encontrar
Algo me levou, mas não diz pra eles que não vou voltar
Deitada em minha mente
Esperando por algo inconsistente
Tempo em uma fração de segundo
Em lugar, me coloco sempre em segundo
Sou vidro fumê
Virou costume
Ficando ausente
Sempre odiei final triste
Não vou dizer que vou ficar
Com tanta vontade de ir
Aqui ou em qualquer lugar
Não chove lá fora, chove aqui dentro
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Vazia por ser nova demais
Tentando descobrir o que é o "a mais"
Culpa por algo inexistente
Por isso, sou impotente?
É inevitável se aproveitarem
Esperam que eu suplique "espero voltarem"
Solidão por escolha
Não é infração, é minha folha
Me disseram ser vazia
Por que se apenas minha juventude eu trazia?
Escrevo e desenho em minhas folhas
São minhas histórias, minhas escolhas
Recolho meus ressentimentos
Faço os de fragmentos
"Pisarei" em todos
Não serei mais cômodos
Nem baús serei
A tolice perderei
Serei
Rei
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Como um gavião observo tudo
Voo e sinto a brisa, totalmente mudo
Eu mudo
Me faço de surdo
Me calo e ignoro o mundo
Essa barreira é frágil e nada mais é colorido
Olhos cerrados
Derrepente cercado
Tudo jogado ao vento
Para que tanto espanto?
De partir o coração
É apenas repetição
Incompreensão
Faço a expansão
Minha mente é uma mansão
Minha mente, mente
Ocasionando o momento
Caramba, que tormento
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