Semblante risonho
Estou preso
Já meus demônios
Saíram ilesos
Asas cortadas
Será que meu sangue
Já virou água?
Esses fios de transe
Amarrados nas estrelas alvas
Nesse céu avermelhado, véu tristonho
Embolam minha língua, desatam a praga
De um semblante risonho
Estou preso
Em um corpo estranho
Que peso
Eu sou só uma aberração
E nem posso dizer não
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Nosso castelo pastel
Dentro, todo nosso afeto
E lá tua voz que dizia como rabel:
De ângulos únicos, meu flamejante tetraedo
Caiu como um cometa em boléu
Incandescente, de lá dos altos céus
Deito-me sob o apogeu do seu luar
Leva-me até essa A Noite Estrelada
Para podermos juntos brilhar
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Cabelos caramelos
Nossa caneca de dia dos namorados
Para dizer, eu usaria todo alfabeto:
Mindinhos cruzados
Eu amo seus olhos florados
Você está perdido no inverno
Mas fique tranquilo
Eu lhe entrego meu jaleco
Eu lhe perdoo pelo meu muro distruído
Para beijar sob o luar
Faz meu coração minguar
Para seu rosto em meu braço esquerdo eternizar
Faz meu coração delirar
Em cada ponto de tricô
Traçamos nossos traços de calor
Dois corações, um amor
Duas bocas, um ardor
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Aquela madrugada de verão
Fomos para aonde o sol se cai
Teu refrão começou com um travessão
— ai, ai! — ele gritou naquela noite de tesão
Aquela tarde de outono
Hotel, quarto nono
Na cama, juntos pegamos no sono
Dois reis em seus tronos
Aquela manhã de inverno
Em que o frio me deu um treco
E teu sorriso singelo
Meu reflexo eterno
Teu amor fechou a minha cratera
Nos dois sentidos
Lembra aquela tarde de primavera
Suplicando seu abraço eu parecia mendingo
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Na boca
Um pirulito vermelho cereja
Em formato de coração
Na boca
Meus lábios que te almeja
E as mãos que imploraram por ti em oração
Tu és mais belo que Polaris, Sirius & Rigel
Eu sou o teu Engel
Me beija com esses lábios na textura do mel
Faça eu levitar e parar nos altos céus
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Meio da tempestade
Com seu jaleco me resgataste
Pra tua casa me levaste
No meio dessa Sexta à tarde
Teus cabelos caramelos
Que minha mente girou e estagnizou
Teu doce olhar singelo
Que minha madrugada ressignificou
Tua pele morena clara
Junto de seus colares de prata que eu segurava
Debaixo de suas asas
Enquanto meu coração gritava e declarava:
Eu nunca antes amara!
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Nem lhe vi se aproximando
Naquele belo sol queimando
Mas seu olhar perfurou meu peito
E perambulei pelo nosso futuro mais-que-perfeito
Aviso: linguagem sugestiva de conteúdo explícito.
Língua entrelaçadas, debaixo dessa lua prateada; sua blusa do uniforme azul-marinho esquecida na calçada. Somos dois romeus, foda-se a Julieta! Só tem nós dois aqui; você pode ver, dois garotos de 16 anos! Meu coração batuca desesperadamente na gaiola do meu peito. Tranca a porta desse quarto nesse céu perfeito! Está quente aqui dentro; as lágrimas das nuvens começam a lacrimejar, lá fora. No centro do cômodo, suas íris claras, minha aurora, brilham, e nossos olhares se abraçam meio a meio. Minha mente girou em frenesi. Ele me pegou pela mão e jogou nossos corpos na sua cama de solteiro. Cola nossos lábios. Faz queimar nossos átrios! Minha cabeça permaneceu no travesseiro. "Love is the poetry of the senses" se desenhava como um letreiro. Com a mão cravada no edredom, ele descia na minha barriga, deixando um caminho molhado de marcas de beijo até chegar no meio de minhas pernas e, em sua boca, minha espada abriga. Um grito alto saiu da minha garganta, enchendo o quarto, enquanto eu olhava para o teto, fechava o olho e soltava um sorriso amarelo. No minuto em que minha mão esquerda tocou na trás de seu quadril, meu mel escorreu de minhas pernas e pintou seu rosto de branco naquela madrugada de Abril.
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Meu mais lindo arco-íris é aquele de 6 faixas
O amor não conhece gênero
Levanta essa pétala cabisbaixa
Meu Halley não efêmero
TRANScende fronteiras
Fogo naquele que nos bombardeia
TRANScende o físico
Na sociedade, tu crias um sísmico
A estrela não apagou
Luz que o ódio atentou
Os que ela lembra
Brandon Teena, Matthew Shepard
Pra sair da margem
És tu meu card de passagem
Mais linda que duas meias-luas juntas
Vislumbra, triunfa
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Quem do sol precisa
Quando meu coração por ti festiva
A gente se cheirando
Debaixo desse seu céu nos melando
Vamos para onde o vento faz a curva
Você toda nua
Debaixo dessa lua
Correndo nessa rua
Senta nessa calçada
Toca nessas estrelas
Espalhadas na madrugada
Traça suas silhuetas
Essas suas íris alvas
Um par de estrela Dalva
Que me alegrou e me admirou
E meus pensamentos cristalizou
Poetista dos meus contos de fadas
Deusa do meu coração em brasa
Dos grupos de Danu
Sua luz perfurou meu peito queimando
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