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Rainha Emengard

@emmy_chan · desde 2019

Penso e logo escrevo, meu turbilhão de pensamentos.

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Um mar de calmaria e dor

Quando a tristeza bate, o coração aperta, quando um sufoco aperta a garganta, e o grito de dor se recusa a sair Eu me imagino em um mar calmo, onde a superfície quente me incomoda e me faz afundar em busca do frio. Quanto mais fundo desço mais quente me torno, o frio vai aos poucos acalmando essa aflição. Porém quando dou conta que já já não vejo a luz do sol, e apenas o frio e o escuro me cercam, sinto medo Medo de viver nas sombras Medo de morrer no frio Medo de afundar cada vez mais O calor incomoda, mas é necessário, o rumo precisa de luz, Como posso seguir no escuro? Onde está a luz que me guiava? Porque o frio me acolhe tão bem? É como um abraço, um abraço da morte, frio e reconfortante, mais silêncioso e agonizante. Quero luz, quero calor, mas meus braços já não se movem. Me vejo afundar cada vez mais nesse mar de calmaria e dor.

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O suicídio depressivo

As vezes pergunto: Porque morrer? Se o quero é paz , onde devo encontrar? Se for verdade o inferno que me aguarda lá? Quero paz, apenas paz. Quero conforto, calor e amor. Não quero mais dor. Quero socorro não punição. Isso me tormenta. Vivo mesmo estando morto. Peço que a misericórdia me sorria. Me tire daqui e leve pra lá. Pro lugar de paz que procuro.

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Nova Era

Um viva! A era onde é errado ter olho puxado, onde é negação ter cabelo enrolado, onde o caráter é julgado pela pele, onde a religião traz discórdia. Um viva! pra era onde pra ser aceito é preciso negar-se, onde pra ter união se faz acepção. Um viva! A era de preconceitos e conceitos errados. Um viva! A era de solidão.

A verdade.

Vitimismo! - eles gritam. Cadê o respeito? Cadê a humanidade? Cadê a união? A verdade é que ser humano é privilégio, não ser julgado pela língua , raça ou religião. Nessas horas você para e pensa: " Mesmo sendo Negro, branco, indígena, alemão ou angolano, estamos presos entre hierarquias e burocracias. A verdade é que estamos sempre com ódio. Ódio de odiar e ser odiado. Numa luta inútil e constante pra saber quem é o dominante.

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Desabafo de Um travesseiro

Ela levanta lentamente, esperando o sono ir . Me abraça de novo e vai embora, e eu a vejo partir. Sempre nessa rotina. Na volta se lança em meu aconchego, grita de frustração e até me bate, depois me abraça e chora. Acomodo sua tristeza em meu calor e permaneço assim, enquanto ela jorra lágrimas de amargura. Logo adormece, sinto me feliz, meu coração palpitaria de alegria, se eu tivesse um. Sempre estarei aqui, pronto para dar conforto e segurança. O seu leal e fiel companheiro, Travesseiro.

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Morte

Pânico

Quase meia-noite. E estou cercada de histórias inacabadas. A ansiedade aperta, o suor escorre pela testa. Será o o demônio da meia noite? Ou é apenas o medo do amanhã? Será aquela briga não resolvida? O amor não correspondido? Não importa, não importa, só sei que meu peito aperta agora, estou preste a sufocar, porque inferno não consigo gritar? Onde foi parar minhas forças? Deus, me ajude, me ajude, sei que sou ingrata, pecadora, mais me dê forças para me mover, força para tirar essa coisa do meu peito. Me ajude... Por favor... EU NÃO QUERO MORRER ASSIM!

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História

O triste conto da princesa sem nome

Ela é uma garota frágil. Era isso que todos diziam. A pobre menina que repousa sobre as grandes janelas do monótono castelo, observando outras donzelas que passearem pelas ruas. Poucas pessoas sabiam seu nome, todos a chamavam de "a filha daquele homem". Ela era um espírito aventureiro preso num corpo reservado, ama ler e escrever, tinha uma aura pura, mais a poeira da solidão impregno- se em sua pele, impedindo de verem a sua luz. E como a própria mãe lhe dizia, ela tinha se tornado um ser amargurado e frio, desesperada para mostrar sua luz, tentou de diversas formas se mostrar, mas sempre era repreendida. Um dia ela simplesmente se entregou ao rótulo que lhe deram, uma pobre menina frágil e inconsequente que não possui talento algum. Uma noite, diante do ápice de sua loucura, a princesa subiu na grande janela, e pela última vez tentou mostrar do que era capaz , ela gritou, e como folhas no outono se lançou no lago, dizem que sua amargura se misturou as águas e se tornou turva mais ainda assim, nas margens do lago nascem lindas flores brancas. Todos diziam que se você prestasse atenção nas flores podia ouvir o que a princesa tinha gritado antes da morte. Esperança.

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O beijo

Oh! Doce vampiro , hediondo, e atroz. Me concede o teu beijo dormente, tome para ti o meu sangue , dê para mim o presente do sempre , leve-me contigo para todo o sempre.

Lunático

Sob a luar dessa lua eu leio , palavras com sangue em um papel qualquer, elas falam sobre algo profano, então penso: Quem escreveu coisas tão terríveis? Pessoas de branco me cercam, eu tento alertá-los é grito. _Fujam aquele que não se nomeia está vindo. E eles me gritam Peguem o lunático maldito!

Bailarina

Ouve um dia que quis ser bailarina, daquelas que equilibram o corpo na ponta dos pés. Percebo que hoje me encontro equilibrando a vida sobre uma balança.