Anjos
Segurando anjos em um abismo Diante do céu que não me pertence Não há ninguém para me guiar Porque eu não estou tentando ser salva Algumas vezes eu consigo vê-la: Garotinha sorrindo em uma floresta encantada Voando entre nuvens com suas asas de algodão Procurando estrelas para contar Dilúvio feito para quebrá-la em um dia feliz Asas cortadas por aqueles que herdarão o céu Sangue dançando no ouro que enfeita suas mãos Água que queima o rosto de anjo caído Olhos de Opala, eu não posso te salvar Perdida em algum espaço da escuridão Vagando pelo mundo dos deuses e profetas Vestido da cor de uma centaurea, fantasma Você sabe que não há portas abertas para você Suas orações não fazem parte das que recebem respostas Tudo o que vejo no espelho é tudo que sou
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