edison rodrigues @edisonedenilda
História

Reforma em versos parte 1

Prestem bem atenção Na história que eu vou contar. Aconteceu há muitos anos atrás, Num distante lugar. Que todos possam entender, Isso é o que eu espero. Esta história fala de um monge Chamado Martim Lutero. Era um homem de vida devota E também muito sincero. Quando saiu do seminário Queria cumprir bem seu ministério. Isso aconteceu Lá pelo século dezesseis. A Igreja não estava mais Como na época que Deus a fez. Sempre cobrava dinheiro Pra perdoar os fiéis, Que sem pensarem duas vezes, Davam até valiosos anéis. Não precisava ser dinheiro Podia ser qualquer outro bem, Desde que eles entregassem, Diziam logo:”amém”. A coisa acontecia assim: Quem tinha seus pecados Queria ser perdoado. Para isso dava alguns trocados. De acordo com o pecado, Pequenino ou grandão, O fiel era obrigado A pagar uma porção. A Igreja ensinava Que pecador era réu. Só pagando indulgência Conseguia um lugar no céu. Indulgência, era a venda de perdão. Perdão para pecador. Coisa que só quem pode fazer É Jesus Cristo, Nosso Senhor. Mas a Igreja não pensava assim. Vendia a tal indulgência, Pois naquele tempo ela vivia Debaixo da sua influência. O povo em tudo acreditava. Era cheio de superstição. Mas era um povo que acreditava Sinceramente na salvação. A igreja então ensinava: “Guardai-vos da cólera dos santos. São todos cheios de amor, Mas, ai de quem é pecador!” “Os que não os cultuam devidamente Recebem graves doenças. Pior ainda é ter com eles Algumas desavenças.” Ficavam todos com medo Da grande ira celeste. Quem era devoto, Não escaparia a uma peste. Não era bom também Deixar os outros santos esquecidos. Recorrendo a um só santo, Os outros ficariam ofendidos. O povo era formado de pessoas Que, além de ignorantes, Acreditando em tudo, Eram também pessoas errantes. Era uma humanidade Em tudo pecadora. Para evitar o castigo divino Só uma solução redentora. O povo tinha que se sacrificar Pra obter a salvação. Era preciso fazer Procissão de mortificação.Robson Rodrigues Revista Tempo e Presença, no. 169

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