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Eu diria que a morte é uma amiga Pois sempre vou a casa dela Querendo ficar Mas ela sempre me convence a voltar E fazer as pazes com a vida Todas as vezes sempre volto Como se tivesse correntes presas nas pernas com o mais pesado dos pesos Sempre ela minha grande amiga sorrir quando me vê e se alegra quando vou embora. Meu desejo mais fiel é ama-la toca-la e ser feliz com ela. Mas como amantes só podem se amar nas sombras eu aguardo a hora certa de largar a vida e me entregar a morte.
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