Dia de um fim - Parte I
[...] e de repente começa a gritaria, eu acabei revidando os insultos, era palavras cruéis demais que chegavam nos meu ouvidos e eu não estava suportando tudo aquilo. Então, eu resolvi me retirar dali. Quando eu dei por mim já havia bastante lágrimas e um soluço cortante, sair às pressas, subi as escadas até tropecei e me machuquei -nada de grave- comecei a gritar com o travesseiro na boca mas aquilo já não me acalmava mais. Há mais ou menos 2 anos as lâminas já não tocavam o meu corpo, mas de repente nesse exato momento parece ser a coisa mais certa a se fazer.. eu começo a lembrar o que eu ouvir e parece que a cada palavra ruim vem uma lembrança na minha cabeça onde mostra que realmente eu sou péssima. As lágrimas descem com mais intensidade e quando dou por mim já estou com um estilete na mão - aquele mesmo que estava guardado pra trabalhos - no fundo eu não quero mais aquilo, esse negócio de automutilação não é mais pra mim, só que eu não consigo mais pensar. Só quero que tudo passe, as raivas que causo nas pessoas ao meu redor, as minhas péssimas atitudes.. eu não tenho mais vontade de continuar. O primeiro corte no braço depois de anos foi muito profundo, o sangue começa a escorrer desesperadamente como se estivesse preso e a tempos lutava para sair.. e isso não foi o bastante para fazer com que eu parasse, então resolvi atacar o outro braço e nele houve vários cortes... Eu respiro fundo, contendo as lágrimas.. eu faço isso toda manhã. Já era manhã. mas hoje estava diferente... não havia mais nó na garganta, nem uma dor sufocante no peito e até parece que nem respiro mais -congelo- lembrei de ontem. Paro um pouco pra pensar e lembro de todos. Alguns eu sei de verdade que devem estar se sentindo péssimos e outros só fingindo, sei também que a culpa deve os corroer. Não, não... esse não é o peso que quero que carreguem por minha culpa. Acordei...
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.