Meu abismo
Meu abismo Acho que todos esses abismos chamam de um jeito sutilmente sedutor... Aí a gente precisa respirar fundo, E quando estufar o peito o bastante, Sentir bem o vento; Olhar bem da beirada; Então antes do salto mortal; O grito. O eco sempre volta pra nós, Mas o desespero não, Este cai pesodo como pedra, Direto ao fundo infinito, E a gente não precisa ir ao encontro... O eco é só um lembrete daquilo de que nos desfizemos... Escrevi na tábua do meu coração; Nuca vou pula de um abismo precipício abaixo, sem olhar a paisagem, Sem meditar na brisa, ou ignorar o silêncio, Porque essas coisas boas, Seria parte de todas as minhas perdas, Daquilo de que não dependo de ninguém para alcançar. Sempre que algo não estiver bem, Esse lugar é meu ponto de partida. Dione Farias
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