Da Mente a arte
O artista em curtas palavras É um bobo, um bobo com feridas Me arrisco a dizer que são feridas abertas Abertas e expostas A um mundo brutal Nunca tratado da forma certa Fazendo assim suas feridas sagrarem Ah... o sangue do artista, é claro que não seria algo simples Afinal, o artista sangra aquarela sangue que não cai no chão sim em folhas E em folhas ele jorra Até lembrar que ele está no controle do seu monstro O seu monstro interno Canalizar tanto ódio e amor De forma eterna E eternamente gravada num pedaço de papel Ah, o maldito apego artista Pintando pra não ver passar o tempo Sentindo falta de algo Sempre falta algo... Cada minuto é muito tempo perdido Sem saber se acostumar com as horas Um traço aqui... uma forma ali Faz falta uma borracha na vida... com certeza eu usaria Onde menos você esperava é esforço, não é dom. Toda mente é uma maldição, porém a nossa é um teatro, viu? Tudo leva a arte Da mente as mãos, da mente a boca Da mente a vida da mente a arte Uma alma tão vazia que tanto já fez chorar Sem apagar o passado aceitando o que fiz Por que eu sinto que no fundo ninguém acaba sozinho É coisa do destino Acredito que no fim cada lágrima derramada vai se tornar um sorriso
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