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Deco Griot

@deco_griot · desde 2021

6 poemas 5 seguidores 5 seguindo

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Insone

A cabeça e o ombro unidos numa só dor noite insone, as horas escorrendo como rastro de caracol Ombros doloridos e rígidos como mármore Paciência, nenhuma! Inquietação, no plural! Olheiras em sulco, só não se encontram por causa do nariz, esse intrometido Monitor acesso, ainda que não haja nada a ser visto Livros abertos, ainda que a concentração esteja de todo ausente Café bebido, ainda que só piore tudo

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Insônia

O alargamento da noite, a opressão, o calor, a dor de cabeça que vem pelo dia a sensação sisífeana do eterno retorno a hiperatenção a qualquer inútil detalhe o revirar- se sem sono e sem paz o ler desesperadamente desejando cair no sono o mal pensar sobre tudo o sondar do vazio, do horror cósmico a náusea do nada querer o estar sempre em vigília por uma única divindade: o sono

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desaparição

Desaparecer de si, uma manobra sutil Despir-se dos interesses, um a um Desejar? Apenas a cama, comida e o que ler Labor? Apenas plantar e colher Subtrair- se do zumbido cotidiano Até o derradeiro dia

Sabujos da burguesia

Burgueses põem seus funcionários como sabujos Obedientes, a difamarem todos insurgentes Cortam, editam e maquiam toda manifestação Contrária a ordem Alquimistas, transmutam vidraças em seres vivos seres vivos em cacos de vidro Ilusionistas, vendem a privatização como panacéia social Mestres- escola, põem o exército a desfilar Alegando pacificar

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A mão fóssil

Várias tentativas de escrever em vão, uma e outra vez Suor e angústia caem sobre o papel Mas nada de tinta Nada de versos A mão, como que fossilizada se nega a escrever um epigrama sequer

Aréolas

São ilhas, de areia marrom, rosa ou amarelada Com linhas parecidas com anéis de Saturno Despontando em cada delas um farol Ora discreto, pra intumescido