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𝓒ha0sl!na đŸȘ“

@coraloniew · desde 2023

textos autorais!!! "O que vocĂȘ tem sentido, faz sentido?" đŸ„€

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*A caminho do mar*

NĂŁo te espero mais Conversei com o rio e descobri que quando a ĂĄgua da nascente vai ela nĂŁo volta, sĂł desagua no mar Tudo o que resta Ă© saudade, saudade de verdade, saudade do amor e da simplicidade, do conhecido e do abrigo, do que foi ouvido e do que foi sentido, saudade de tudo aquilo que jĂĄ foi vivido Quando a ĂĄgua vai, tudo isso desmancha como areia, ela leva tudo com tanta rapidez e fĂșria, tal qual a correnteza Por isso eu optei por me transformar no mar Tudo sempre desagua por lĂĄ e todo mundo sempre para pra ouvir as histĂłrias que ele tem pra contar E olha que nem nossa lĂ­ngua ele sabe falar Mas ele mostra tudo o que ele sente por ele passar Como posso nĂŁo me apaixonar? NĂŁo querer possuĂ­-lo ou dentro de um pote guardar? Ou atĂ© mesmo nele me tornar Queria poder guardar as memĂłrias como ele guarda Ler e reler elas toda vez que eu as visse passar Sentir cada conto como uma onda Quando ela vai, leva tudo com ela e quando volta, trĂĄs a saudade do que foi embora Mas no oceano infelizmente nĂŁo consigo me transformar Por isso eu decidi que sempre estarei a caminho do mar... -𝓒ha0sl!na

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Amor

Pivete

Eu escrevi sobre vocĂȘ Falei que tinha medo, que doĂ­a Mas que por vocĂȘ eu tentaria “Me veja mudar a cabeça deles amor” Era o que eu pensava, era o que eu cogitava fazer E vocĂȘ me dizia que acreditava Mas eu escrevi sobre vocĂȘ E todo mundo sabe o que acontece quando um poeta escreve sobre alguĂ©m Parece atĂ© nome de manchete, quem diria que eu seria o tal do pivete? Logo eu que sou poeta e nĂŁo aprendi amar Todo o amor que eu tenho serve somente pra me beneficiar Mas vocĂȘ foi cair na minha lĂĄbia, amor eu nem sequer me importava AĂ­ vocĂȘ me deu atenção e disse que nĂŁo se importava com a minha confusĂŁo Que meu azul era o Ășnico no seu coração Eu acreditei, cantarolei e atĂ© recitei Eu escrevi uma carta pra vocĂȘ nĂŁo se perder na minha confusĂŁo que havia de querer conhecer Mas eu sou poeta e nĂŁo aprendi a amar Acabei por me apaixonar, mesmo sabendo que eu nĂŁo deveria te amar Mesmo fingindo que era tudo mentira, eu decidi me colocar bem no meio da sua mira, pra vocĂȘ ter certeza de que iria me acertar. E vocĂȘ sempre foi bom em atirar, nĂ©? Desculpa meu bem, mas Ă© que eu nĂŁo sei me controlar
 Fiquei encantada e quando me encanto, sempre acabo obcecada Por isso nĂŁo me peça pra ficar se eu estiver na beira do abismo Porque se eu decidir me jogar VocĂȘ nĂŁo sabe qual vai ser o tamanho do prejuĂ­zo Afinal, eu sou poeta e nĂŁo aprendi a amar
 -𝓒ha0sl!na. đŸ›č

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"Sem tĂ­tulo"

Eu escrevo poemas pra pessoas que nunca os verĂŁo Escrevi cartas que jamais serĂŁo entregues diretamente Eu misturo os predicados, embaralho os versos, confundo os sujeitos e ainda dizem que tĂŽ fazendo poesia UĂ©, onde serĂĄ que foi parar aquela maldita Carolina? Poesia sem nome e sem plateia, Ă© o nome do meu primeiro show de aquarela Devo ter me perdido tentando encontrar as demasiadas cartas que nĂŁo tive coragem de entregar Mas nĂŁo se preocupe que eu sempre sei o caminho pra casa É sĂł que eu ainda escrevo cartas pra sujeitos que sempre serĂŁo ocultos Ocultos pela poetiza que nĂŁo soube assinar nem o prĂłprio tĂșmulo Me perdoe por nĂŁo me apaixonar e por me apaixonar demais Por fingir os sentimentos que enviei ou nĂŁo retribuir aqueles que desejei Eu sĂł tentando nĂŁo me machucar sem ter que machucar ninguĂ©m tambĂ©m Mesmo jogando palavras numa folha de papel quando me sinto fracassar Mesmo que isso acabe por te afetar Porque eu sĂł tĂŽ tentando nĂŁo me machucar e te fazendo enxergar o quanto vocĂȘ fez eu me calar enquanto eu tentava nos consertar Carolina? Onde vocĂȘ foi parar? -𝓒ha0sl!na đŸŽ»

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Poesia

Artista.

Se vivo da arte sou errada Se nĂŁo vivo parece que estou sendo torturada, amordaçada Se vivo da arte, meu Deus eu vou morrer de fome Mas se nĂŁo vivo, como poderei lutar contra a fome? Se vivo da arte me dĂŁo risadas Mas se nĂŁo vivo, parece que estĂŁo me dando facadas Porque tantas facadas se estou fazendo o que eles querem? No fundo eu ainda finjo que eles nĂŁo me ferem Se vivo da arte, eu vivo Se nĂŁo, sobrevivo enquanto ainda consigo Tentando nĂŁo enterrar meu prĂłprio cĂ©rebro, mesmo fazendo ele rugir Mas nem meu coração parece conseguir fugir -𝓒ha0sl!na đŸ«€đŸ§ 

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Eu sei onde o monstro tĂĄ

Eu sei onde o monstro tĂĄ E toda vez, eu tenho vontade de deixar ele se soltar Eu sei onde o monstro tĂĄ e eu dei as armas pra ele atirar Eu sei o que ele pode fazer e eu sei que se ele sair, ele vai fazer. Era pra ele usar para me proteger
 Mas agora ele se virou contra mim; e jĂĄ tem um tempo que ele tĂĄ assim O monstro Ă© parecido demais comigo, mas sĂł eu consigo enxergar ele O monstro Ă© parecido demais comigo, sĂł que ele usa uma mĂĄscara, pra ninguĂ©m reconhecer ele O monstro Ă© parecido demais comigo, sĂł que ele se esconde embaixo da prĂłpria pele. E assim, ele rasga. Tudo dentro dele. O monstro Ă© parecido demais comigo, mas o problema, Ă© que eu e ele somos interligados, se ele sente, eu tambĂ©m sinto, porĂ©m ele nĂŁo chora, nĂŁo grita nem tenta fugir, porque ele nĂŁo sente a pele rugir Porque pra ele Ă© normal, pra ele Ă© uau. Mas eu sinto, eu sinto minha pele arder e meu corpo todo tremer O monstro sabe o que faz, e o monstro nĂŁo me deixa gritar; o monstro nĂŁo me deixa sangrar; mas ele pode me fazer sangrar, ele sabe me fazer sangrar e ele me faz, Sangrar. Ele sabe que eu me submeto a ele e se aproveita disso Ele me rasga, me queima e me arranha, mas esconde tudo isso debaixo da lĂ­ngua Fingindo que engoliu o comprimido. Eu tento gritar, chorar e correr pra outro lugar Mas mĂŁe, esse monstro sou eu. -𝓒ha0sl!na. 🧌

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Poema

Descobri que o amor Ă© azul

Oi, sĂł tĂŽ passando pra te dizer que eu ainda te amo, mas agora eu me amo mais do que eu amo vocĂȘ. E Ă© por isso que estou deixando todas essas cartas que um dia pensei em te entregar mas nĂŁo consegui, por aqui. Espero que quando vocĂȘ abra a caixa de correios, se espante com quantas elas sĂŁo, sabendo que nĂŁo tem nem 5 meses que nos apaixonamos, que eu me apaixonei nĂ©, porque pra vocĂȘ, pra vocĂȘ era sĂł um passatempo, mas tudo bem, eu sempre soube que nĂŁo ia dar certo. VocĂȘ me tratava com desdĂ©m e eu como o coyote, corria atrĂĄs de vocĂȘ incansavelmente, mas vocĂȘ era sempre mais rĂĄpido, ligeiro, racional, o que posso fazer se eu sou a mais sentimental? Eu cantava pra vocĂȘ "quem Ă© mais sentimental que eu" e vocĂȘ me dizia "sĂł eu". Eu acreditava, eu sabia que era mentira, mas eu me forçava a acreditar porque eu te amava. Eu achei que vocĂȘ tambĂ©m poderia me amar se eu me esforçasse, mas daĂ­, eu acabei me esforçando demais e vocĂȘ me disse que estava se sentindo sufocado, apertado, sem espaço. IrĂŽnico nĂ©, logo vocĂȘ que se dizia ser mais sentimental que eu, logo vocĂȘ que me falava que de todos os tons, o meu azul era o seu preferido. Espero que perceba que meu amor nĂŁo Ă© brincadeira e que hoje eu nĂŁo me deixo mais na bandeja, para escolherem o que, como e quando querem que seja. -𝓒ha0sl!na. 💌

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Cubo de Gelo

Lembra quando te contei q conhecia uma xĂ­cara? Uma xĂ­cara que eu acabei me apegando e a melhor companheira virando? Te contei tambĂ©m q haviam quebrado a borda dela, vocĂȘ se lembra? Eu estava falando de nĂłs dois. VocĂȘ a quebrou. (Quebrou a mim) Mas mesmo assim, mesmo com todos os rachados que vocĂȘ fez, Eu nĂŁo me desapeguei Ă  aquela xĂ­cara. NĂŁo a joguei fora, nem tentar consertar eu tentei! Muito pelo contrĂĄrio, Na verdade eu sempre tentava usar ela, Mesmo sabendo que cada pedaço daquela xĂ­cara cortaria mais e mais uma parte de mim. E aquele rachado, JĂĄ nĂŁo era mais a mesma coisa de quando a xĂ­cara estava inteira VocĂȘ me disse uma vez, "vocĂȘ que escolheu ir embora" Mas e se eu quisesse voltar? Depois de tanto tempo sem nem te olhar VocĂȘ me perdoaria? Sem no fogo me colocar? VocĂȘ se importaria? De outra chance me dar? Para que eu pelo menos Pudesse me explicar? Eu sinto sua falta amor. Eu te quero de volta. Me perdoe por ter ido embora, mas vocĂȘ me deixou na bota, Ou melhor deixou o chĂĄ escorrer pela rachadura de propĂłsito, Para que eu me queimasse e sentisse o seu Ăłdio, Aquela sua raiva, mesmo sabendo que no fundo vocĂȘ ainda me amava. E tudo bem, se falou mal de mim; Se me xingou ou me "odiou" temporariamente quando eu fui embora, Eu tambĂ©m fiz isso contigo depois que vocĂȘ me deu um fora, mas a verdade Ă© que nĂłs dois tĂ­nhamos medo. E afinal, todos os caminhos levam a Roma nĂŁo Ă© mesmo? Sempre seremos como o gelo, Se segurar por tempo demais, ele vai acabar queimando. -𝓒ha0sl!na. 🧊

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PaixĂŁo.

Eu sou tĂŁo difĂ­cil assim? TĂŁo insuportĂĄvel, tĂŁo exagerada? TĂŁo depressiva ou melodramĂĄtica? TĂŁo sensĂ­vel a ponto de nĂŁo me escolherem por saberem que o material nĂŁo Ă© tĂŁo resistente e tem risco de quebrar fĂĄcil fĂĄcil? TĂŁo sem sal que nĂŁo tem possibilidade de me amarem atĂ© o final? TĂŁo exigente que parece que nem me considero como gente? O que eles tem que eu nĂŁo tenho? Porque eles sĂŁo e eu nĂŁo? Fiquei tanto tempo esperando alguĂ©m chegar como chama no meu pulmĂŁo, que me deixei levar pela solidĂŁo. Acho que neguei tanta invenção que faziam na expectativa de uma casquinha de mim tirar, que fez com que decidissem parar de me incomodar. Mas eu sĂł queria alguĂ©m para me abraçar, sem tentar um pedaço de mim arrancar. Como fizeram quando tentei me apaixonar, mas me esfaquearam sem nem ter compaixĂŁo. SerĂĄ que por isso... Eu congelei meu coração? - Sempre me disseram pra pensar fora da caixinha, mas depois disso eu nunca mais consegui voltar pra dentro dela. _By: TormentA. đŸ«€ (Ou 𝓒ha0sl!na)

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O que tem do outro lado da lĂĄpide?

VocĂȘ disse que ninguĂ©m me machucaria VocĂȘ disse que estaria lĂĄ se eu precisasse EntĂŁo porque parece que estĂŁo perfurando atĂ© a minha espinha? VocĂȘ realmente sabe como me fazer chorar, porque deixou ele me levar? Nunca quis ficar quieta Nunca quis ser uma boneca Ele brincou de casinha comigo, mas eu nĂŁo queria aquele brinquedo Ele disse que a gente ia se "casar", mas nĂŁo botou uma aliança no meu dedo Disse que ninguĂ©m iria me querer, que tive sorte dele me escolher Me disse que era sĂł eu ficar quieta e aceitar E assim me amaria alĂ©m do altar Eu jĂĄ nĂŁo conseguia mais gritar, nĂŁo tinha forças pra chorar (eu nunca escolhi isso) O que diz? VocĂȘ se arrepende do que fez? mas nĂŁo foi vocĂȘ quem me mandou ceder? NĂŁo foi vocĂȘ quem me deixou sofrer? E o pior Ă© que acreditei em vocĂȘ, mas vocĂȘ sabia. Sabia oq fariam, sabia que eu nĂŁo aguentaria, sabia que isso me DES-TRU-I-RIA E se fechou totalmente pra mim, enquanto eu precisava da sua ajuda enquanto me abriam mais e mais bem ali, no meio da rua NĂŁo quero suas flores sujas VocĂȘ nĂŁo me deu enquanto eu estava ao seu lado, nĂŁo me protegeu quando eu precisava do seu cuidado, Agora nĂŁo adianta se preocupar com a terra onde pisa Ela jĂĄ me cobre por inteira. -TormentA. (𝓒ha0sl!na) đŸȘŠ

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Poema

E agora, nĂłs jĂĄ podemos brincar de voar?

Correndo contra o tempo, ainda nĂŁo cumpri meu papel aqui. Na ilusĂŁo de um sonho em que ninguĂ©m me machucaria tentei gritar, PorĂ©m nĂŁo conseguia mais chorar, nĂŁo havia tempo eles disseram, Me chamaram de louca por sentir de mais, parecia um pesadelo. Hoje eu me pergunto, eu fui honesta comigo mesma? VocĂȘ me dizia para nĂŁo mentir para mim mesma. Deveria ter aceitado sua proposta? De ficar de olhos fechados ao cĂ©u enquanto as chamas se espalham? Eu me vi queimar. VocĂȘ nĂŁo ouviu meus conselhos e agora o passado estĂĄ de volta. A criança que vive em mim iria amar brincar de voar, Talvez ela devesse tentar e mostrar o quĂŁo pode ser boa Isso te faria chorar? -𝓒ha0sl!na. đŸžïž

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