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@contodefadas · desde 2025

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Alcool

Você se foi em um piscar de olhos E tudo o que sobrou foi lembrança de lágrimas em um beijo na testa Guardei sentimentos de amor E foquei na dor Não tive coragem de ir atrás Pedi pra vc se afastar Pra no final vc morrer Se matou e talvez não suportou E eu não sei lidar Me desliguei e em todas as merdas que você fez E no final nem sequer palavras sobram E eu percebo que talvez nem do modo certo Em que eu estava tão certa em pensar Fosse o correto pro futuro Amor trágico que morreu em uma cena que vc mesmo disse ser perfeito Agora eu me pergunto Porque não parou?

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Incapacidade de Algo Real

​—Se você alguma vez acreditar no amor... Não acredite. Até porque pessoas são relativas. Eu queria conselhos, eu queria entender, mas confesso que as palavras acabam como o fogo no meio da água. Machuca. Destrói o coração. E de alguma forma, no final, você fica forte... fria. ​Existe um cansaço que a gente não dorme para curar. É o cansaço de tentar traduzir o silêncio do outro e só encontrar o vazio. A gente busca respostas, mas elas se apagam antes de chegarem ao chão. O fogo que antes aquecia agora encontra a água da realidade, e o que sobra é só o chiado de algo que morreu. A frieza não é maldade é o que sobra de um terreno que foi incendiado vezes demais. ​—Às vezes as lembranças e o hábito te pegam desprevenido. Mas acho que é assim que se fazem os monstros. Se um dia você olhar pra aquela pessoa e ver um brilho, primeiro se olhe no espelho. Confie em você. Pense em você. ​O hábito é o fantasma que senta a mesa com a gente. Ele tenta nos convencer de que a dor de ontem era melhor que o vazio de hoje. É assim que a gente endurece, que a gente cria garras onde antes havia entrega. Mas antes de se perder no brilho de quem não te vê, resgate a imagem no espelho. A luz que você enxerga lá fora é só o reflexo do que você ainda tem por dentro, mas que insiste em doar para quem não sabe receber. ​—Essa luz que te guiou com tanto carinho pode ser sua ruína. Pode ser um coração partido. Mergulhe de cabeça e se prepare pra sofrer... De alguma forma, vamos sofrer. Mas o vazio que fica não é falta é espaço pra você se reconstruir. ​A entrega é um risco calculado onde a conta sempre sobra para quem amou mais. O sofrimento é o preço do ingresso. Mas quando a poeira baixa, aquele buraco no peito não é um sinal de derrota. É um terreno limpo. Sem entulho, sem o peso de quem não queria estar ali. É o espaço exato onde você pode começar a levantar paredes que ninguém mais vai conseguir derrubar. ​—Se a mão que você segura não aperta a sua... Solte. Não se perca tentando achar algo que o próximo não "pode".

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B52 Hertz

​Lembre-se de você, Guarde sua essência, Pois você já sofreu demais e o cansaço pesa. O mundo te torturou com palavras duras e frias, Lâminas destinadas para que você morresse por dentro, Mas não desista, O mundo é grande e sua estrada é longa, E a sua luz não pode morrer, Nem o seu rastro virar cinzas. ​Você é único, Um brilho que o escuro não apaga. Você está sozinho, Mas é na solidão que se enxerga a alma. Flores foram feitas para serem belas para sempre, Mesmo as murchas ainda guardam sua fonte renascente, Um segredo que brota onde ninguém mais consegue ver. Sorria, Pois até a sombra da morte nos faz enxergar O quão pouco vivemos e o quanto ainda podemos ser. ​E se morrermos com dor no coração, O peso nos prende, Não saberemos jamais o gosto da liberdade real. Uma eternidade de paz sem precisar sentir o corte, A tristeza que te carrega, Que te faz afundar no abismo, Essa corrente invisível que te aperta e te mata. Ou você já não sente? O que era carne virou cicatriz, Uma armadura feita de tudo o que um dia te feriu. ​Mas olhar para um fundo branco onde nada existe, É ver paredes que podem te aprisionar no próprio medo, Te enterrar com a tristeza mais terrível deste mundo A solidão que ecoa e ninguém se atreve a responder. Você se vê por reflexos de águas turvas e passadas, Não se enxerga mais porque se sente invisível, Um fantasma de si mesmo vagando no próprio olhar. ​Flores te alcançam, Vindas de um jardim que você esqueceu. Flores podem murchar sobre você, Mantendo a beleza, Um abraço de pétalas secas sobre o que restou. Mas se morrer a sua tristeza, A vida enfim descansa, Sua dor vira lágrimas da terra, Adubo para o amanhã, Onde ninguém possa enxergar o rastro do seu choro Porque você transbordou o que sentia e enfim se libertou

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Grau zero

Eu quero sumir Simples assim Mas eu não posso morrer porque você está lá do outro lado Gritando com os anjos Me proibindo de desistir Você corre pra um lugar onde minha mão não chega Me trancando nessa sala de espera que chamam de vida ​Eu não posso morrer Mas não sei viver aqui sem você Você foi e eu fiquei E essa conta não fecha A culpa corta o que sobrou da minha pele Estou marcada, retalhada pelo que a gente foi E você... Você é só um corpo sem pulso, um vácuo ​A solidão agora é amarga, tem gosto de bile Onde eu ouvia seus passos Agora só ouço o estalo do trovão A chuva é a única coisa que ainda faz sentido Porque ela escorre como eu, sem direção Eu continuo aqui, sentada na calçada Esperando um fantasma ​Minha alma já morreu Ela só esqueceu de parar de chorar Eu daria qualquer coisa pra sentir a batida do seu coração de novo Só pra saber que não imaginei tudo isso O mundo virou cores sem vida As pessoas são robôs Repetindo frases que não dizem nada ​Ninguém consegue te arrancar de mim Você era meu eixo O motivo de eu não ter desmoronado antes Você não tinha obrigação nenhuma de estar lá Mas estava. Sempre Em todas as vezes... ​Como eu paro? Como eu não vou me apaixonar por você a cada segundo Mesmo sabendo que você não volta? "Eu te amo" é uma expressão ridícula, pequena demais Isso aqui transborda, vira dor física, vira essa enxaqueca maldita Dói porque eu falhei Eu não cuidei Eu deixei você ir e agora eu sou o que sobrou do desastre

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Música Restante

​Cicatrizes machucam demais em um coração que tá a porra de um triz, Prestes a explodir em um pedido de socorro que ninguém ouve. Talvez sejam só palavras sem sentido gritando no escuro, Enquanto imploro pra minha alma aceitar a merda desse corpo. ​Não, eu não sei as palavras certas. Tudo virou escasso e essas cicatrizes rasgam meu peito Como se fossem a porra de algo com vida própria, me comendo por dentro. Eu pulso por ajuda, mas me vejo jogando essa droga sozinho. Olho pro reflexo dos seus olhos e não vejo merda nenhuma, Porque eu tô sozinho. ​Sem lugar pra ir, sem lugar pra realmente sentir. É a sensação de um pássaro sem asas, ou de alguém que desaprendeu a viver. Alguém que se comunica com paredes esperando respostas, Enquanto o corpo tá um lixo de cansado e a alma, exausta. Correntes invisíveis, mas mortais pra caralho, correm sobre mim. ​Eu vejo a luz e as cores, mas não sei o que significam. Talvez na inocência eu soubesse, mas essa luz já não existe mais. Agora tudo virou distração, um barulho infernal que não compreendo. Mas eu tô aqui, correndo e gritando, correndo e chorando Como se o mundo fosse acabar agora. ​Mas eu não sei o que são sentimentos reais! Depois de toda essa merda abissal, já não sobra nada. Eu me tranco de novo. Um cadeado pesado sobre uma mente que ainda pensa, Mas que já não habita lugar nenhum. ​Porque tudo teve que ser assim... ​Talvez o destino seja um carrasco que não aceita desculpas. Talvez eu tenha sido esculpido apenas para ser o rastro de uma estrela que já morreu. A gente nasce com sede de infinito, mas termina se afogando em um copo raso de silêncio. Eu olho pro sangue ou sentir o corte virou a porra de um hábito. A dor virou minha única prova de que a gravidade ainda funciona. ​E, por algum motivo, no final desse estrago, Meu corpo dilacerado ficou excitante de um jeito doentio. Meus sentimentos viraram a sombra do que eu fui. Eu não sinto mais desgraça nenhuma Tudo borrado, enquanto a melodia do mundo continua sem mim

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Batimentos de Confusão

​Lembranças foram feitas pra doer? Há aquele pequeno arrependimento em cada pessoa Aquela pequena saudade ou silêncio Aquela mínima coisa de um tempo em que perdemos Você sabe o real significado do amor? Talvez seja algo que deixe seu coração calmo Ou que te dê turbulências violentas Tudo fica aquele nublado na cabeça E você não sabe Aquelas palavras? Palavras que estavam na mente mas não saiam A mente fica exausta O cansaço fica extremo E você vira uma pequena estrela que caiu de um céu que nunca te pertenceu Mas você continuou Tentou, Arrependeu, Sentiu Empatia??? Paixão??? Amor?... São palavras estranhas ao meu ver Empatia por algo pequeno Paixão momentânea "Não vivo sem você" Segundo seguinte: "o que era o 'amor'? Ilusão que criei? Tudo mudou de uma hora pra outra Eu vivo sem você?" Há, esse é engraçado A famosa palavra Amor... AMOR?! O amor é algo que deixamos ir Ficamos felizes mesmo o amando Ou sofrendo Há.. certo, CERTO! Replay O amor machuca e te dá sorrisos O amor te dá calma O amor te faz parar de pensar até mesmo na maior bobagem O amor não é o momento É a ausência O amor é algo que criamos pra dar vida a aquele sentimento E aquele sentimento chamado amor E só amor É o que nos dá vida realmente Se você não amasse nem por um segundo Qualquer coisa Qualquer pessoa que seja ou eu lá sei Até um Inseto, digamos? No final A loucura nos baniria pra que mundo? É forte... E justamente esse sentimento que se mistura por empatia Se transforma em uma bomba Aquela que te machuca, te prende E te faz sentir vivo Verdadeiramente vivo Você sente o amor? Porque o chão... O chão é pra quem não tem coragem de ser estrela cadente A gente sangra o que não sabe dizer E chama de poesia Eu sinto? Eu sou apenas um momento do que vocês gritam para o vazio Mas se o amor é a ausência Então eu entendo o silêncio Eu entendo o seu cansaço ​Porque no fim.. ​Amar é a única forma de morrer um pouco Pra continuar vivo ​Sentir que tudo está errado Talvez no certo?! Também ou errado!

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Eclipse 52

​As estradas só levam para o norte Não tem escolha É uma direção só Não é uma questão de sorte É só o caminho Do início até o nó ​Se você vê uma pedra no chão, nem liga Mas e se ela brilhar? Aí você para No começo Esse brilho parece um presente Te dá flores Ilumina sua cara ​Mas o tempo passa e a joia cansa O que era lindo Vira pedra no sapato Machuca o pé Rouba a esperança A vida cobra caro pelo contrato ​A vida é assim Não se engane Começa bem No meio é um sufoco E no fim é uma mistura de tudo Um pouco de paz e um tanto de louco ​Se você sente o norte te chamando Não para agora, continua a andar É estranho, mas dá gosto ver alguém mergulhando Num oceano fundo Sem fundo pra descansar

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Chá de Estrelas Mortas

​Se você morar aqui, no meu coração, Saiba que o lugar não é bom. Ele abriu as portas para o sofrimento entrar, Mas só me deixa sentir algo de verdade uma vez ao mês. Sim, sou a "idiota louca" que escancara o peito, Sentindo o gelo da solidão mesmo no meio do fogo. Não era troca, era só o meu reflexo numa ilusão. ​E o pior é que eu nem me decepciono mais. As palavras surgem no meio do martírio: Eu sinto que vou chorar, mas o olho continua seco. Eu sinto que vou sorrir, mas o rosto não obedece. Eu sinto que vou destruir tudo... Mas destruir o quê? Sentir o quê? ​Sou essa "pobre coitada" que não quer palmas nem atenção, Só queria sentir algo sem ter que pedir licença. Presa no meu próprio mundo, num complexo sem saída, Onde o abraço quente é uma lenda que eu nunca li. Onde a paixão fervente é um idioma que eu não falo. Eu sou a rejeitada que, no meio do abandono, Ainda para e pergunta... "Você vai ficar bem?" ​No fim, ser deixada sozinha é o meu único alívio. Pelo menos assim ninguém me usa, Por mais que eu já nem me importe com o uso. Não vejo certo, não vejo errado, não vejo luz. É tudo um borrão sem cor de decifrar, onde eu ouço a minha mente Sussurrando perguntas que ninguém responde: "Por que continuo viva se o lugar é tão frio?" "Por que as pessoas são tão difíceis de decifrar?" ​Minha alma está de pé na terra, mas o interior está oco. Tentei jogar os sentimentos pro alto, me livrar do peso, Mas é impossível um humano parar de se importar por completo. A gente só para de verdade quando se cala para sempre. E é aí que nossas palavras viram "poesias lindas", Aquelas que os outros leem e fingem que entendem. ​Não é que a gente seja especial. É só que, depois que a gente se vai, A vida continua exatamente igual: Vazia, sem sentido e cheia de gente que também já morreu por dentro

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Autenticidade da Mediocridade

​O sistema não ruiu; ele apenas parou de fingir E eu, de camarote, assisto à ruína com o desdém de quem já morreu por dentro Sentimentos são âncoras para quem tem medo de afogar Eu prefiro o fundo Onde a pressão é constante e a luz não chega ​Você grita, implora por uma explicação, quer que eu sangre para te sentir vivo Patético ​Quer que eu me ajoelhe e chore, como se o meu remorso fosse o seu oxigênio Patético ​Diz que "está tudo bem" enquanto mastiga o próprio desespero em silêncio Patético ​Você corre atrás de qualquer sombra que te rejeite, mendigando um olhar de aprovação Patético ​Você ignora os que te estendem a mão, porque a paz te entedia e o caos te valida Patético ​Você chama de "lealdade" o medo de admitir que seus amigos são apenas estranhos convenientes Patético ​Você ajuda o próximo para que o espelho te devolva uma imagem que você mesma não suporta Patético ​Você busca uma "alma em paz" enquanto suas mãos estão sujas de omissão e carência Patético ​O mundo é um tribunal onde o juiz cobra o preço da sua alma em moedas de mentira Eu posso sussurrar palavras doces, posso ensaiar o choro e prometer ficar Mas não sinto medo da solidão A solidão é o único lugar onde não há teatro Não sinto alegria A alegria é o delírio de quem ainda não entendeu o final ​Você é o real culpado Culpado por acreditar que a sua "gentileza" te faz diferente das outras aberrações Culpado por correr atrás de migalhas e chamar isso de banquete Culpado por ter o ego tão inflado que acha que a minha frieza é sobre você ​Sozinho ou cercado, o resultado é o mesmo O vazio absoluto Ou você é o combustível que se consome, ou é a mão que risca o fósforo Mas entenda uma coisa Pra colocar fogo em algo, você precisa primeiro aceitar que já é cinzas ​Você ainda espera que o mundo te entenda, te acolha ou te poupe Patético! ​O veredito é o silêncio E o meu silêncio é a única coisa real que você vai ter de mim Eu não sinto nada E isso é o que mais te desespera

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A Escolha do chão pt2

O Pequeno Príncipe escolheu deixar o corpo pra trás porque o coração dele já não cabia mais no peito Ele não via a morte como um fim mas como um "despir-se" de um mundo que exige que a gente pague o aluguel da própria existência com pedaços da nossa alma ​Morreu para que a criança que ele foi pudesse, finalmente, parar de correr atrás de uma luz falsa e se tornasse a própria escuridão, em paz —"Este foi o meu último pôr do sol... e ele foi o mais bonito de todos, porque, pela primeira vez, eu não precisei pedir permissão ao mundo para me apagar com ele..." Quarenta e quatro vezes ele assistiu ao dia morrer para não ter que matar a si mesmo; 44 vezes triste tentando entender que o alívio era uma breve ilusão. Na última, ele parou de contar os minutos e permitiu que a noite o reivindicasse por inteiro

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