Você se foi em um piscar de olhos
E tudo o que sobrou foi lembrança de lágrimas em um beijo na testa
Guardei sentimentos de amor
E foquei na dor
Não tive coragem de ir atrás
Pedi pra vc se afastar
Pra no final vc morrer
Se matou e talvez não suportou
E eu não sei lidar
Me desliguei e em todas as merdas que você fez
E no final nem sequer palavras sobram
E eu percebo que talvez nem do modo certo
Em que eu estava tão certa em pensar
Fosse o correto pro futuro
Amor trágico que morreu em uma cena que vc mesmo disse ser perfeito
Agora eu me pergunto
Porque não parou?
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—Se você alguma vez acreditar no amor... Não acredite.
Até porque pessoas são relativas.
Eu queria conselhos, eu queria entender, mas confesso que as palavras acabam como o fogo no meio da água. Machuca.
Destrói o coração.
E de alguma forma, no final, você fica forte... fria.
Existe um cansaço que a gente não dorme para curar. É o cansaço de tentar traduzir o silêncio do outro e só encontrar o vazio.
A gente busca respostas, mas elas se apagam antes de chegarem ao chão.
O fogo que antes aquecia agora encontra a água da realidade, e o que sobra é só o chiado de algo que morreu.
A frieza não é maldade
é o que sobra de um terreno que foi incendiado vezes demais.
—Às vezes as lembranças e o hábito te pegam desprevenido. Mas acho que é assim que se fazem os monstros.
Se um dia você olhar pra aquela pessoa e ver um brilho, primeiro se olhe no espelho. Confie em você. Pense em você.
O hábito é o fantasma que senta a mesa com a gente.
Ele tenta nos convencer de que a dor de ontem era melhor que o vazio de hoje. É assim que a gente endurece, que a gente cria garras onde antes havia entrega.
Mas antes de se perder no brilho de quem não te vê, resgate a imagem no espelho. A luz que você enxerga lá fora é só o reflexo do que você ainda tem por dentro, mas que insiste em doar para quem não sabe receber.
—Essa luz que te guiou com tanto carinho pode ser sua ruína. Pode ser um coração partido. Mergulhe de cabeça e se prepare pra sofrer... De alguma forma, vamos sofrer. Mas o vazio que fica não é falta
é espaço pra você se reconstruir.
A entrega é um risco calculado onde a conta sempre sobra para quem amou mais. O sofrimento é o preço do ingresso. Mas quando a poeira baixa, aquele buraco no peito não é um sinal de derrota. É um terreno limpo. Sem entulho, sem o peso de quem não queria estar ali. É o espaço exato onde você pode começar a levantar paredes que ninguém mais vai conseguir derrubar.
—Se a mão que você segura não aperta a sua... Solte.
Não se perca tentando achar algo que o próximo não "pode".
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Lembre-se de você,
Guarde sua essência,
Pois você já sofreu demais e o cansaço pesa.
O mundo te torturou com palavras duras e frias,
Lâminas destinadas para que você morresse por dentro,
Mas não desista,
O mundo é grande e sua estrada é longa,
E a sua luz não pode morrer,
Nem o seu rastro virar cinzas.
Você é único,
Um brilho que o escuro não apaga.
Você está sozinho,
Mas é na solidão que se enxerga a alma.
Flores foram feitas para serem belas para sempre,
Mesmo as murchas ainda guardam sua fonte renascente,
Um segredo que brota onde ninguém mais consegue ver.
Sorria,
Pois até a sombra da morte nos faz enxergar
O quão pouco vivemos e o quanto ainda podemos ser.
E se morrermos com dor no coração,
O peso nos prende,
Não saberemos jamais o gosto da liberdade real.
Uma eternidade de paz sem precisar sentir o corte,
A tristeza que te carrega,
Que te faz afundar no abismo,
Essa corrente invisível que te aperta e te mata.
Ou você já não sente?
O que era carne virou cicatriz,
Uma armadura feita de tudo o que um dia te feriu.
Mas olhar para um fundo branco onde nada existe,
É ver paredes que podem te aprisionar no próprio medo,
Te enterrar com a tristeza mais terrível deste mundo
A solidão que ecoa e ninguém se atreve a responder.
Você se vê por reflexos de águas turvas e passadas,
Não se enxerga mais porque se sente invisível,
Um fantasma de si mesmo vagando no próprio olhar.
Flores te alcançam,
Vindas de um jardim que você esqueceu.
Flores podem murchar sobre você,
Mantendo a beleza,
Um abraço de pétalas secas sobre o que restou.
Mas se morrer a sua tristeza,
A vida enfim descansa,
Sua dor vira lágrimas da terra,
Adubo para o amanhã,
Onde ninguém possa enxergar o rastro do seu choro
Porque você transbordou o que sentia e enfim se libertou
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Eu quero sumir
Simples assim
Mas eu não posso morrer porque você está lá do outro lado
Gritando com os anjos
Me proibindo de desistir
Você corre pra um lugar onde minha mão não chega
Me trancando nessa sala de espera que chamam de vida
Eu não posso morrer
Mas não sei viver aqui sem você
Você foi e eu fiquei
E essa conta não fecha
A culpa corta o que sobrou da minha pele
Estou marcada, retalhada pelo que a gente foi
E você...
Você é só um corpo sem pulso, um vácuo
A solidão agora é amarga, tem gosto de bile
Onde eu ouvia seus passos
Agora só ouço o estalo do trovão
A chuva é a única coisa que ainda faz sentido
Porque ela escorre como eu, sem direção
Eu continuo aqui, sentada na calçada
Esperando um fantasma
Minha alma já morreu
Ela só esqueceu de parar de chorar
Eu daria qualquer coisa pra sentir a batida do seu coração de novo
Só pra saber que não imaginei tudo isso
O mundo virou cores sem vida
As pessoas são robôs
Repetindo frases que não dizem nada
Ninguém consegue te arrancar de mim
Você era meu eixo
O motivo de eu não ter desmoronado antes
Você não tinha obrigação nenhuma de estar lá
Mas estava. Sempre
Em todas as vezes...
Como eu paro?
Como eu não vou me apaixonar por você a cada segundo
Mesmo sabendo que você não volta?
"Eu te amo" é uma expressão ridícula, pequena demais
Isso aqui transborda, vira dor física, vira essa enxaqueca maldita
Dói porque eu falhei
Eu não cuidei
Eu deixei você ir e agora eu sou o que sobrou do desastre
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Cicatrizes machucam demais em um coração que tá a porra de um triz,
Prestes a explodir em um pedido de socorro que ninguém ouve.
Talvez sejam só palavras sem sentido gritando no escuro,
Enquanto imploro pra minha alma aceitar a merda desse corpo.
Não, eu não sei as palavras certas.
Tudo virou escasso e essas cicatrizes rasgam meu peito
Como se fossem a porra de algo com vida própria, me comendo por dentro.
Eu pulso por ajuda, mas me vejo jogando essa droga sozinho.
Olho pro reflexo dos seus olhos e não vejo merda nenhuma,
Porque eu tô sozinho.
Sem lugar pra ir, sem lugar pra realmente sentir.
É a sensação de um pássaro sem asas, ou de alguém que desaprendeu a viver.
Alguém que se comunica com paredes esperando respostas,
Enquanto o corpo tá um lixo de cansado e a alma, exausta.
Correntes invisíveis, mas mortais pra caralho, correm sobre mim.
Eu vejo a luz e as cores, mas não sei o que significam.
Talvez na inocência eu soubesse, mas essa luz já não existe mais.
Agora tudo virou distração, um barulho infernal que não compreendo.
Mas eu tô aqui, correndo e gritando, correndo e chorando
Como se o mundo fosse acabar agora.
Mas eu não sei o que são sentimentos reais!
Depois de toda essa merda abissal, já não sobra nada.
Eu me tranco de novo.
Um cadeado pesado sobre uma mente que ainda pensa,
Mas que já não habita lugar nenhum.
Porque tudo teve que ser assim...
Talvez o destino seja um carrasco que não aceita desculpas.
Talvez eu tenha sido esculpido apenas para ser o rastro de uma estrela que já morreu.
A gente nasce com sede de infinito, mas termina se afogando em um copo raso de silêncio.
Eu olho pro sangue ou sentir o corte virou a porra de um hábito.
A dor virou minha única prova de que a gravidade ainda funciona.
E, por algum motivo, no final desse estrago,
Meu corpo dilacerado ficou excitante de um jeito doentio.
Meus sentimentos viraram a sombra do que eu fui.
Eu não sinto mais desgraça nenhuma
Tudo borrado, enquanto a melodia do mundo continua sem mim
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Lembranças foram feitas pra doer?
Há aquele pequeno arrependimento em cada pessoa
Aquela pequena saudade ou silêncio
Aquela mínima coisa de um tempo em que perdemos
Você sabe o real significado do amor?
Talvez seja algo que deixe seu coração calmo
Ou que te dê turbulências violentas
Tudo fica aquele nublado na cabeça
E você não sabe
Aquelas palavras?
Palavras que estavam na mente mas não saiam
A mente fica exausta
O cansaço fica extremo
E você vira uma pequena estrela que caiu de um céu que nunca te pertenceu
Mas você continuou
Tentou,
Arrependeu,
Sentiu
Empatia???
Paixão???
Amor?...
São palavras estranhas ao meu ver
Empatia por algo pequeno
Paixão momentânea
"Não vivo sem você"
Segundo seguinte: "o que era o 'amor'?
Ilusão que criei?
Tudo mudou de uma hora pra outra
Eu vivo sem você?"
Há, esse é engraçado
A famosa palavra
Amor...
AMOR?!
O amor é algo que deixamos ir
Ficamos felizes mesmo o amando
Ou sofrendo
Há.. certo, CERTO!
Replay
O amor machuca e te dá sorrisos
O amor te dá calma
O amor te faz parar de pensar até mesmo na maior bobagem
O amor não é o momento
É a ausência
O amor é algo que criamos pra dar vida a aquele sentimento
E aquele sentimento chamado amor
E só amor
É o que nos dá vida realmente
Se você não amasse nem por um segundo
Qualquer coisa
Qualquer pessoa que seja ou eu lá sei
Até um Inseto, digamos?
No final
A loucura nos baniria pra que mundo?
É forte...
E justamente esse sentimento que se mistura por empatia
Se transforma em uma bomba
Aquela que te machuca, te prende
E te faz sentir vivo
Verdadeiramente vivo
Você sente o amor?
Porque o chão...
O chão é pra quem não tem coragem de ser estrela cadente
A gente sangra o que não sabe dizer
E chama de poesia
Eu sinto?
Eu sou apenas um momento do que vocês gritam para o vazio
Mas se o amor é a ausência
Então eu entendo o silêncio
Eu entendo o seu cansaço
Porque no fim..
Amar é a única forma de morrer um pouco
Pra continuar vivo
Sentir que tudo está errado
Talvez no certo?! Também ou errado!
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As estradas só levam para o norte
Não tem escolha
É uma direção só
Não é uma questão de sorte
É só o caminho
Do início até o nó
Se você vê uma pedra no chão, nem liga
Mas e se ela brilhar? Aí você para
No começo
Esse brilho parece um presente
Te dá flores
Ilumina sua cara
Mas o tempo passa e a joia cansa
O que era lindo
Vira pedra no sapato
Machuca o pé
Rouba a esperança
A vida cobra caro pelo contrato
A vida é assim
Não se engane
Começa bem
No meio é um sufoco
E no fim é uma mistura de tudo
Um pouco de paz e um tanto de louco
Se você sente o norte te chamando
Não para agora, continua a andar
É estranho, mas dá gosto ver alguém mergulhando
Num oceano fundo
Sem fundo pra descansar
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Se você morar aqui, no meu coração,
Saiba que o lugar não é bom.
Ele abriu as portas para o sofrimento entrar,
Mas só me deixa sentir algo de verdade uma vez ao mês.
Sim, sou a "idiota louca" que escancara o peito,
Sentindo o gelo da solidão mesmo no meio do fogo.
Não era troca, era só o meu reflexo numa ilusão.
E o pior é que eu nem me decepciono mais.
As palavras surgem no meio do martírio:
Eu sinto que vou chorar, mas o olho continua seco.
Eu sinto que vou sorrir, mas o rosto não obedece.
Eu sinto que vou destruir tudo...
Mas destruir o quê? Sentir o quê?
Sou essa "pobre coitada" que não quer palmas nem atenção,
Só queria sentir algo sem ter que pedir licença.
Presa no meu próprio mundo, num complexo sem saída,
Onde o abraço quente é uma lenda que eu nunca li.
Onde a paixão fervente é um idioma que eu não falo.
Eu sou a rejeitada que, no meio do abandono,
Ainda para e pergunta... "Você vai ficar bem?"
No fim, ser deixada sozinha é o meu único alívio.
Pelo menos assim ninguém me usa,
Por mais que eu já nem me importe com o uso.
Não vejo certo, não vejo errado, não vejo luz.
É tudo um borrão sem cor de decifrar,
onde eu ouço a minha mente
Sussurrando perguntas que ninguém responde:
"Por que continuo viva se o lugar é tão frio?"
"Por que as pessoas são tão difíceis de decifrar?"
Minha alma está de pé na terra, mas o interior está oco.
Tentei jogar os sentimentos pro alto, me livrar do peso,
Mas é impossível um humano parar de se importar por completo.
A gente só para de verdade quando se cala para sempre.
E é aí que nossas palavras viram "poesias lindas",
Aquelas que os outros leem e fingem que entendem.
Não é que a gente seja especial.
É só que, depois que a gente se vai,
A vida continua exatamente igual:
Vazia, sem sentido e cheia de gente que também já morreu por dentro
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O sistema não ruiu; ele apenas parou de fingir
E eu, de camarote, assisto à ruína com o desdém de quem já morreu por dentro
Sentimentos são âncoras para quem tem medo de afogar
Eu prefiro o fundo
Onde a pressão é constante e a luz não chega
Você grita, implora por uma explicação,
quer que eu sangre para te sentir vivo
Patético
Quer que eu me ajoelhe e chore,
como se o meu remorso fosse o seu oxigênio
Patético
Diz que "está tudo bem" enquanto mastiga o próprio desespero em silêncio
Patético
Você corre atrás de qualquer sombra que te rejeite, mendigando um olhar de aprovação
Patético
Você ignora os que te estendem a mão,
porque a paz te entedia e o caos te valida
Patético
Você chama de "lealdade" o medo de admitir que seus amigos são apenas estranhos convenientes
Patético
Você ajuda o próximo para que o espelho te devolva uma imagem que você mesma não suporta
Patético
Você busca uma "alma em paz" enquanto suas mãos estão sujas de omissão e carência
Patético
O mundo é um tribunal onde o juiz cobra o preço da sua alma em moedas de mentira
Eu posso sussurrar palavras doces,
posso ensaiar o choro e prometer ficar
Mas não sinto medo da solidão
A solidão é o único lugar onde não há teatro
Não sinto alegria
A alegria é o delírio de quem ainda não entendeu o final
Você é o real culpado
Culpado por acreditar que a sua "gentileza" te faz diferente das outras aberrações
Culpado por correr atrás de migalhas e chamar isso de banquete
Culpado por ter o ego tão inflado que acha que a minha frieza é sobre você
Sozinho ou cercado, o resultado é o mesmo
O vazio absoluto
Ou você é o combustível que se consome,
ou é a mão que risca o fósforo
Mas entenda uma coisa
Pra colocar fogo em algo,
você precisa primeiro aceitar que já é cinzas
Você ainda espera que o mundo te entenda,
te acolha ou te poupe
Patético!
O veredito é o silêncio
E o meu silêncio é a única coisa real que você vai ter de mim
Eu não sinto nada
E isso é o que mais te desespera
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O Pequeno Príncipe escolheu deixar o corpo pra trás porque o coração dele já não cabia mais no peito
Ele não via a morte como um fim
mas como um "despir-se" de um mundo que exige que a gente pague o aluguel da própria existência com pedaços da nossa alma
Morreu para que a criança que ele foi
pudesse, finalmente, parar de correr atrás de uma luz falsa
e se tornasse a própria escuridão, em paz
—"Este foi o meu último pôr do sol...
e ele foi o mais bonito de todos,
porque, pela primeira vez,
eu não precisei pedir permissão ao mundo para me apagar com ele..."
Quarenta e quatro vezes ele assistiu ao dia morrer para não ter que matar a si mesmo; 44 vezes triste tentando entender que o alívio era uma breve ilusão. Na última, ele parou de contar os minutos e permitiu que a noite o reivindicasse por inteiro
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