Dias infinitos
Os dias voam como pássaros Chuvas descem como lágrimas Raios rompem o céu em fúria E trovões rugem ecoando desespero. No universo interno o mundo não brilha, mas já brilhou um dia. A felicidade não existe mas existiu um dia Seu eu não vive, nunca entendeu a própria vida. Porém o tempo não para, e a vida ao redor segue indiferente. Você no mesmo lugar de ontem, A cama o engole e os cobertores o sufocam, Mas o quarto permanece intacto, nada se move além das cortinas E nada mudou, só as estrelas viraram dia. O nascer do sol e mais um amanhecer Esclarecendo que o mundo não para quando a mente dá uma pausa. Continuou a ser ele mesmo, menos você.
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