Teto de concreto
Quantas vezes já errei e me senti culpada; Pedir perdão pelas mesmas condições a revirar, mas nunca aprender a acertar Quantas vezes acordei e desejei não sentir mais nada; Se eu não tiver mais sentimentos eu não irei mais errar, muito menos me irei chorar Quantas vezes já tentei ter minha vida arrumada; Inicia um novo ciclo pra depois descontinuar, reinicia esse círculo pra nunca terminar Quantas vezes já rabisquei as paredes da minha casa; Se eu escrever nelas alguém vai notar, assim não vou mais precisar aos céus clamar Quantas vezes já pensei em tomar pílulas de forma descontrolada; É dessa vez que eu vou exitar, é dessa vez que feliz de verdade vou ficar Quantas vezes já olhei pra laje do teto arruinada; Por favor, Deus, faz esse teto desabar, eu não quero mais servir esse lar E mais quantas vezes eu acordei longe de lá, já faz ano que vi tudo partir Mas as cicatrizes ainda permanecem aqui Elas ainda cismam se ferir
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