O sangue, a carne
que um dia falece,
A vista, a dádiva de ver,
Os olhos que se cegam,
O som que se ensurdece.
Eu vi o sangue, a carne,
A noite que apaga ou renasce,
Fui guiada por você,
E sua dádiva de ver,
Escutei a sua voz melódica
Através das pedras.
Você me chamou.
Eu entregaria meu coração
Em uma bandeja de prata,
Se você me pedisse,
Cantaria a mais doce das canções,
Me ouviria?
Atravessaria as pedras?
●••L.E••●
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Você ainda está aqui?
Pensei que tivesse ido.
Eu te pedi,
Eu gritei,
Me deixe sozinha!
Eu odeio admitir,
Que é sobre você que eu penso,
Quando escuto aquela música,
E eu tenho certeza,
Você mal se lembra dela.
Então, antes que você vá,
Tem alguma coisa
que eu possa fazer,
Para parar de doer ,
Todas as vezes que seu coração bate?
Tem alguma coisa que eu possa dizer,
Para você parar de pensar,
Que não pode encontrar
Outro amor para amar?
Então, tem qualquer coisa
Que eu possa fazer,
Para te mostrar,
Que eu não mereço você?
Por favor saia daqui,
Antes que eu me torne egoísta,
E que não te deixe mais sair,
Passar por aquela porta,
Porque se você for,
Eu sei que nunca mais volta.
Correr nunca foi tão simples.
●••L.E••●
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Você bateu a porta do seu coração,
Bem na minha frente,
Você pegou a chave,
E a jogou bem longe,
Parece que não quer
Que alguém como eu a encontre.
Se eu tivesse forças,
Para abrir as portas
Desse seu coração de pedra,
Eu devolveria todo o amor
Que eu ainda sinto por você.
Me livraria desse fardo?
Isso é uma dádiva?
Ou todos os contos de amor
Foram farsa,
E o amor é uma espada
Disfarçada para ferir?
A lua ainda posa no céu,
E eu ainda respiro.
Oh, será uma maldição?
Amar e amar você
Até tudo desaparecer?
●••L.E••●
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Se eu pudesse te colocar em meus braços outra vez,
Eu juraria diante das minhas lágrimas de dor,
Que enquanto eu respirasse
Meu amor seria teu
E eu sei,
Eu me amaldiçoei.
Como cega, eu poderia te seguir
Por todos os lugares do mundo,
Meu amor seria teu,
Mesmo que em meu rastro,
Reinasse lágrimas de dor.
Uma vez eu ouvi dizer,
Que o medo mora perto das ideias loucas,
E como uma criança com pavor de crescer,
Talvez eu esteja andando pela ilha do medo,
Pois estou prestes a enlouquecer.
Então eu peço, me leve com você,
Por que eu não suportaria,
Te ver de longe,
Porque você sabe,
Eu te seguiria,
por onde quer que fosse.
●••L.E••●
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Sabe, eu ainda penso em você.
Minha cabeça quase explode,
Pensando no por quê.
Por que você sempre sobrevive.
Depois de todo o tempo,
De todos os amores,
Você boiou no mar de sentimentos,
Como um náufrago que se perdeu
Por que você nunca vai?
Nunca some?
Meu coração te elegeu.
Por que você se preparou para a eleição?
Por que você sobreviveu?
Talvez se eu gritasse em busca de curar o meu coração quebrado que você quebrou.
Talvez se eu esgotasse minha voz e não tivesse mais chance de gritar seu nome.
Talvez assim você desapareceria.
Como posso desafixar você?
●••L.E••●
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Uma vez
Eu escutei de um poeta tão perdido,
Sua voz era profunda
E se encaixava tão perfeitamente no meu coração imperfeito.
E ele dizia o que eu procurava.
Ele dizia
que não importa o quanto você se odeie,
por que a sua realidade pode ser tão irreal quanto a perfeição.
Não importa se por um triz você deixe de se conectar,
Sempre e todas as vezes vai haver qualquer coisa,
Que pode estar em qualquer lugar
Que vai te trazer de volta pra casa,
Que vai te dar o fio a seguir,
Quando a veia estiver rarefeita,
E o sangue não puder correr e pulsar.
Quando você estiver flutuando.
Essa era a única verdade que o poeta conhecia.
●••L.E••●
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Eu consegui sentir a dor das palavras
Através da sua voz.
Eu senti
Talvez agora esteja tocando
O som de um piano
E a voz que está cantando
Talvez esteja triste, e com um coração quebrado.
Minha mente zumbiu
A falta de ar tomou meus pulmões
E eu tive certeza
que aquela dor que eu senti
Era a mesma dor da certeza que eu tive
Quando te perdi.
Eu me rodiei
Te procurando a cada volta
Mas eram todas vazias
Depois que decidiu fazer as malas
E vagar por todas aquelas
Ruas frias
Longe do quente das minhas mãos
Minha casa me deixou.
●••L.E••●
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