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CAROLL ⭐️

@carollinemsf · desde 2025

Escrevo sem plano, sem hora, sem tema Meus sentimentos escorrem pela mão Se me alivia, não vejo problema Espero que você também não 💙

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Amor

Rema com a Alma

Quanta beleza há nos segredos ocultos da tua mente Complexidade tamanha que desafia os sentidos Navegar nestas águas aguça meu lado travesso Querendo explorar espaços não permitidos Com sua licença, deixe-me entrar Trago comigo as mais diversas perguntas Que te reviram, cutucam, estremecem Mas organizam sem deixar bagunça Me chame pelo nome que quiser Apresento-me não como teu algoz Sou aliada do caminho que traçares na vida Adentro pela margem de maneira feroz Há quem busque correntezas previsíveis Para navegar sem medo ou desconforto Digo que não me assutam marés ou penhascos Mantenho-me firme, sem fazer esforço Quando o caminho parecer confuso ou nublado No alcance da tua a mão, sentirá a minha Só te peço firmeza, segurança, como uma espinha Que sustenta meu peito sem fazer estrago Quem vence ou ganha nesta troca não é você Não sou eu também, entenda Um barco que se rema junto é jornada compartilhada Cada movimento feito com atenção plena Do princípio te digo, enquanto observamos o que vem Independente das águas, vorazes ou calmas Segura teu remo e coloca tua alma Na cumplicidade achamos o ritmo que convém

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Amor

Milhares de Agoras

Por que você se defende de mim? Da felicidade que estampa o sorriso? Por que coloca teu amor tão distante? Tão alto, na última estante Por cima dos ombros o olhar captura Mar bravo engolindo registros Ferroz é a força do tempo vivido Devorando momentos de outrora Tem amor de sobra em cada troca Sentido com atenção plena e presença O ar carregado de intenção e história O presente é o único lugar, é o agora Não se mede valor pelo feito Pelo excesso ou falta dele O peito sente onde faz sentido estar Onde é o lar que acolhe o peito É mensurável o quanto se adora? Em gramas, litros, contas, horas, Qual medida você usa pra saber? Quando a marca máxima extrapola? Veja, hora se deixa ir, hora retorna Vida real não é ampulheta Não tem areia pra recomeçar a história Somos feitos de milhares de agoras

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Amor

Caneta e Disposição

Já posso escrever para você? Ou ainda é muito cedo? Devo dar voz as palavras do coração? Ou habitar sob o medo? Já posso falar sobre como tudo flui? Sobre como a inseguraça rui? Escrever sobre como teu abraço me acolhe Sobre como não ligo que essa chuva me molhe Verdade é que sou poeta experiente Já compus sobre muita vivência, muita gente Capturei sentimentos como um pescador Na minha rede já veio de angústia a amor E, apesar de diversa a caminhada de quem se arrisca É também bonita e excitante Pois entre tantas nuances, me sinto ainda mais viva Com um grande repetório, história ímpar Lanço-me novamente? Ou já é tarde para perguntar? Sinto que não há mais o que controlar, está feito Você chegou e fez lar no meu peito Perdi e ganhei a batalha quando te deixei entrar Vou abrir nova página neste livro Coloco a caneta e minhas certezas na tua mão Torcendo, pedindo, desejando Que tenhamos tinta, coragem e disposição

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Amor

Se você sentisse amor, eu seria tudo

Se você falasse de falta, de ausência Eu seria presença A âncora que te amarra no presente Que te faz sentir conectado no agora Se você falasse de tédio Eu seria a vida da festa Traçaria roteiros, programas, eventos Momentos para te gerar prazer Se você falasse de dor Eu seria analgésico O colo que acalenta O retorno ao equilibrío Se você falasse de compromisso Eu seria elo A ponte entre presente e nosso futuro Consolidação dos planos e sonhos Mas você falou de amor Da falta dele E aqui, eu não sou nada

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Amor

Sem chance para nós

É triste pensar e perceber Que você nem nos deu uma chance Não pensou no que poderia ser Me viu de cima, mas não quis descer Mal sabia que eu estava no alto Mas não em cima de um orgulhoso salto Apenas na altivez da minha plenitude Consciência de quem ama e não ilude Você não quis construir nossa história Não segurou o tijolo das possibilidades Dos contos que seriam nossa base Tudo ficou num grande quase Me fala você, é medo ou despreparo? Imaturidade ou receio do desamparo? Alguém te feriu e atravessou o peito? Não me sinto segura quando me deito Teu colo é provocativo e agitado Abraço tenso e confuso Pareces querer, mas não desfruta o uso Confunde o sentimento daquela que te quer Crime de amor contra uma mulher Ainda mais uma do meu calibre Forte e com coração livre Disposta a plantar, colher e dar vida Você não quis que a nossa história fosse vivida Preferiu sabotar e boicotar o que poderíamos ser Foi pessimista quando viu a flor crescer Fechou a janela, não deixou o sol entrar O que você queria fazer? Me ver murchar? Você nem deu uma chance real pra gente Preferiu tudo o que é artificial Plástico em quermesse de um real Sem sopro e estrutura vital Aqui não tem chão, não tem onde pisar Só tem matéria prima para fantasias Teu sorriso e calor serão memórias frias Que perderão força com o passar dos dias

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Arte

Reflexo na Arte

Você não me pediu licença Chegou e tomou teu lugar na mesa Afastou os demais assentos Se fez único, no centro Observei com cautela Desenho brotando sob a tela Um artista de audácia peculiar Sem pincéis ou cores singelas Colocou tua verdade pra fora Disse ao que veio sem demora Tentou impor termos e condições Não mediu suas ações Encontrou em mim canva fresco Para desenhar o que bem quisesse Mas não espera aspereza ou rugas Proporcional a como vieste Brotou de mim quadro singular Grande, explosivo e lúdico As cores reluzentes e místicas Que te tirou do rumo Mal sabia o novato Que sua intenção faz brotar verdade Se me pinta com suavidade ou raiva Verás teu reflexo na arte

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Amor

Pássaro Ferido

Tal qual um pássaro voando Vejo de longe e em plano privilegiado Tramas, narrativas, histórias cruas Ligadas pelo futuro e passado Cada enredo uma saudade Um sonho, uma ânsia Desejos de adulto, ganância Medos de uma criança Vejo de fora mas sinto por dentro Habilidade que aprendi com o tempo Planar sobre os problemas é ouro Poder ver sob o olhar do outro Nos teus passos observo medo Insegurança e muita vaidade Vejo as mil formas como se esconde E as outras mil como invade Um jogo que sai caro para teu par Injusto com quem se entrega na rota Ao esbarrar contigo o único desfecho É viver sem ouvir tuas reais notas Cantas sobre amor e entrega Sonha com utopia romântica Mas vives como um soldado armado Ataca aquele que te ama Na calada da noite pouso novamente E trago as memórias do que vi e vivi Talvez seja um dom que desenvolvi Ou maldição despercebida Busquei colher mais sobre ti Voltei arrependida Antes ficasse guardada no solo Sem cutucar essa ferida

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Amor

Se você voltasse hoje

Se você voltasse hoje Eu choraria como uma criança Navegando entre deleite e insegurança Se você voltasse hoje eu dançaria na chuva Misturaria minhas lágrimas com a água pura Celebraria o milagre da espera Enquanto as nuvens pesadas se dispersam Se você voltasse hoje Eu diria sobre a ferida aberta do meu peito Sobre os sentimentos com os quais me deito Sobre como clamei pelo amor verdadeiro Se você voltasse hoje Eu precisaria me recompor Porque tua partida me deixou com dor Em cinza, insaturada, sem cor Se você voltasse hoje Eu teria que repensar meu caminho Porque você mostrou que anda sozinho E eu estaria sempre a sua sombra Se você voltasse hoje eu falaria mil línguas Explicaria em cada uma delas minhas feridas E como tive que tratá-las sozinha Se você voltasse hoje Eu seria um fita de locadora, rebobinada Precisando revisitar toda sua história de traz pra frente Tentando entender se nesse conto, ainda cabe a gente Se você voltasse hoje Eu seria minuciosa e cirúrgica Contendo a empolgação e a luxúria O desejo de me ver novamente sua Se você voltasse hoje Ah, como eu queria Um novo começo para nosso encontro Um versão de você que valeria Eu dançaria na chuva Falaria línguas Entregaria meu coração Me lançaria Se você voltasse hoje Eu me perderia Então mantenho a porta fechada E apago a lamparina Volte amanhã, forasteiro Não use meu amor de travesseiro Não descanse em mim do seu dia travesso Sou ninho de amor e oferta Sou solo que se planta e rega Então só venha se houver entrega

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Amor

Amor Rebelde

Ti vi saindo por cima do ombro Da minha cama, pele e mente Foi um despedida silenciosa Assim como tudo que envolve a gente Vi migalhas de afeto criando rastros Lembrando a mim mesma o que aceitei Um beijo frio, um meio abraço Um carinho que em prestações parcelei Conta cara a se pagar, meu bem Saí no prejuízo no fim do dia Jurei que tinha nas mãos o lucro Me vi contando fichinhas Tudo pra justificar o nosso amor Que plantei, reguei e floresceu Criou raiz no meu imaginário Mas aqui fora tinha solo precário Não regou, morreu Foi junto tudo o que poderia ser Restou o aroma da possibilidade Que me serve de inspiração para escrever Você me fez sentir viva Contando os dias e horas pra te ver Um coração pulando de excitação Tido como brinquedo na tua mão Criança rebelde você

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Amor

Contos de Negação

Eu vou amar cada sorriso trocado Entre olhares de provocação e descaso Vou habitar o silêncio matinal Regado de presença e negação Estarei te esperando na porta do desejo Onde estamos secretamente nos encontrando Sentirei o calor da tua pele macia Enquanto protejo meu coração de mim Calcularei quantas horas faltam pra te ver Nem que seja só para olhar teu caminhar Negarei que te quero cada vez mais Embora não possa enganar o arrepio da pele Sonharei com teu abraço de entrega Pedindo que ele não termine tão logo O aroma do teu beijo na minha boca Enquanto me afasto num casual adeus Fecharei os olhos essa noite Criando os mil e um cenários onde isso daria certo Escrevendo contos que apenas eu lerei Para escoar do peito a fome de você

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