De que me valeria, Senhor, ter em meus braços a mais formosa donzela, se indigno sou até mesmo de minha própria vida? E digo isto não por culpar outrem, senão a mim, que tantas vezes a deixei esquecida no canto da sala, onde a solidão lhe fazia companhia.
E os pratos que então se quebravam, não eram senão reflexo da dor que em meu peito se alojava, porque nem todos temos limites iguais, e cada qual sofre à sua maneira. Eu poderia, se me fosse dado, ser o mais fiel dos homens a ela, e moveria céus e terra em sua honra; mas minha frágil natureza, incapaz de conter-se, fez-me errar ainda outra vez.
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Não posso mais viver sem tua boca no céu das minhas estrelas
Não posso mais ficar sem navegar no mar do teu corpo
Na penumbra da noite, me vejo tomada pela ânsia e o desejo pecaminoso
A vida não é só ternura
É também o leve toque da tua mão na minha densa alma
Desvelando a doce inocência de duas jovens essências
E sentindo o calor queimar, quase transbordando de emoção, dois corações tão disparados
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Te vi chorar, te vi sofrer
E como eu lhe queria
Te vi correr, te vi andar
E como isso crescia
Te vi cantar, te vi dançar
Ah, como eu sofria
Te vi abraçar, te vi beijar
Quanto em mim doía
E, de novo, te vi chorar, te vi lamentar
Mas o que isso mudaria?
Te vi ler, te vi escrever
Pensei que realidade se tornaria
Nas chorosas águas eu nado,
Navego, somente em mim, a solidão
Meu amor não é em vão
Se te quero, meu bem, é da sua maneira
Segue o teu coração
Mas não esquece que, mesmo longe,
Segurarei tua mão
E, mesmo com tua ausência
Tu és a dona do meu coração
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