Money
O dinheiro dança em mãos alheias, Brilha e some, seduz e corteja. Promete poder, conforto, alegria, Mas não compra o riso, nem a poesia. Em papel ou metal, seu valor é vago, Aos poucos corrói ou enche de afago. Muitas almas correm atrás de sua luz, Esquecendo que a vida é feita de outra cruz. Ele constrói palácios, destrói amizades, Marca destinos, divide vaidades. No bolso pequeno ou no cofre enorme, É rei temporário, mas não é conforme. Ah, dinheiro, mestre e ilusão, Tua força move o mundo, mas não o coração. No fim, quem sabe, a lição verdadeira: A riqueza maior não se mede em carteira.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.