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Kcire

@barbosaerick · desde 2024

SCCP estrofes... Plágio é crime.

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Inveja

Talvez eu seja invejoso, Porque quando alcancei meu objetivo, Não me senti orgulhoso. Pois sabia que alguém tinha feito primeiro, E quando era pra pensar em mim, Me peguei pensando na conquista de terceiros. Acho que eu sou invejoso, Pois mesmo no meu auge me sinto enojado, Não por ser insuficiente ou inútil pro mundo, Mas por me sentir pior que quem tá do meu lado. Eu acho que sou invejoso, Não por ter caído, parado ou cansado, Mas porque, na hora em que devia estar realizado, Doía mais não ter te alcançado. EU SOU INVEJOSO. Ou pelo menos é isso que eles querem que eu pense, O mundo me pressiona pra ser o novo melhor, Enquanto as travas sociais me impedem de vencer. A vida te bate e te impede de sorrir, E entre viver de verdade e dar espaço à felicidade, Se sobressai a vontade de competir. Mas não. Eu não sou um fantoche, Não ligo pra tua fama, tua grana, teu deboche, Teu carro, tua moto, teu iPhone do ano. Pra falar a real, ninguém tá se importando. Porque a vida real tá te batendo E você não tá aguentando. Então bota a mão na consciência, Tenha plena ciência: Você é humano. Fraco mentalmente, Espiritualmente, Emocionalmente, Exatamente como aqueles que tu gosta de julgar. Mas essa porra não importa no final de tudo, Porque vai todo mundo pro mesmo lugar. VALA. EU NÃO SOU INVEJOSO!

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passe

Passo a passo dado, ando até a morte, Passa o dado pra eu tentar a minha sorte, Passa a bússola ou compasso, aponta o norte, Penso um pouco: será que posso ser mais forte? Passo o tempo olhando o mundo dos loucos, Pois não tenho o passe pra chegar ao topo, Posso até posar nesse mundo novo, Mas passa o pássaro, e eu sou só corvo. Pego a pinça, o pencil, escrevo no papel, Pinto o meu literário com o traço do pincel, Podre mundo, imundo, tão sujo e cruel, Paro e penso: será que o paraíso é o céu?

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Barbante

Ainda sou o mesmo de antes, Perdido, sem saber por onde seguir, Procurando um motivo pra fugir, Tentando me erguer depois de cair. Mas a tristeza ainda é gigante, E o mundo não me enxerga diferente, Nas noites sem dormir, lembro da gente, Buscando alguma razão pra seguir em frente. Minha vida perde o sentido constante, Sem você ao meu lado, perco a razão, O trauma do passado ainda me põe no chão, E sigo desamparado, sem salvação. Andando sobre um fio de barbante, Como uma ponte entre o espiritual, Que une o presente ao meu ancestral, E me devolve ao meu habitat natural.

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Bendito rap

Fazer rap devia ter verbo, Algo como “rapear”, não sei ao certo, Bendito rap, de verso sagrado, Que salva bem mais vidas que o Estado. Projota, Rashid, Marechal, Emicida, Nomes do estilo que um dia salvou minha vida, Cada rima encaixada como uma melodia, Alegra minha alma e resgata o meu dia. Bendita seja a arte de rimar, De juntar o ritmo à poesia, E fazer nascer em nós harmonia. Como eu amo rapear, E escrever minhas rimas todo dia, Em busca daquilo que me traz alegria.

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Meu deus é você

Me senti abandonado mesmo perto de tanta gente Preocupado com o que faço mesmo que cuidadosamente Eu achava que o sentido da vida era um segredo Mas no escuro tenebroso você que tirou meu medo Sou ingrato mas eu sei que eu sou privilegiado Por ter você na minha vida, por ter você do meu lado Não acredito no deus das pessoas mas olha que ironia Que a minha pessoa mais importante é a que me deu a vida

Incógnita

Não tenho dinheiro não mexo com extrato Sou preguiçoso isso é fato, eu me afasto tudo que me deixa exausto, ando descalço por essa ponte de prego que eu passo mano eu não nego eu quebrei nosso laço e o meu sangue vai deixando rastro Sinto que eu tô correndo parado atrás de perdão de todos meus pecados ando culpando, jogando, esfregando na cara seus erros pra esquecer dos meus vida piorando, mudando, acabando e eu quero orar sem acreditar em deus só quero alguém que venha me ajudar, que pelo menos eleve meu astral e eu vou pensando, rimando, vivendo pra eu melhorar minha saúde mental sábado chega e meu cérebro esquece que já é final de semana dezembro chega e meu cérebro esquece que já tá quase no natal tristeza bate e o cérebro lembra de qual é a dor da fome é que no mundo que vivemos hoje tudo se resume ao dinheiro mensal

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confuso

Sei que seguimos caminhos diferentes Mas me diz o que houve entre a gente Longe de você mas me sinto tão perto Mesmo ausente te sinto presente E o mundo mudando me traz a lembrança do tempo que a gente queria ser nós mesmo no escuro e surdo por dentro eu ainda te enxergo e escuto tua voz e o tempo passando me mostra minha infância carente, frustrado coitado e sozinho não queria que mudasse por mim no fundo eu só queria teu carinho boca por boca uma conversa morna olho no olho visões diferentes você enxerga o mundo la fora eu só enxergo meu mundo na frente as vezes penso em querer voltar me arrepender e a mensagem mandar mas não não vou me entregar

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ainda choro

Penso em ti me transbordo de poesia como se a energia machadiana tomasse conta de mim e eu virasse o novo pelé do poema mas eu to virando o pelé dos problemas só observando quem meu coração elenca e de todas as opções escolhi a pelé da encrenca mas com tu foi diferente claro que ninguém acreditaria que na frente do gol eu que sou pelé erraria errei feio e te joguei na contra mão da minha vida parte culpa minha parte seu azar porque minha vida eu não posso controlar deixo ela voar como folha ao vento já perdi o controle dela a muito tempo e eu que sou o senna da cagada te deixei de canto abandonada e tu foi criando senso e ficando cada vez desaparecida e agora só saudades do senna do pelé e do amor da minha vida ainda sou o pelé do choro

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Afogado

Novamente me encontro sozinho Definindo metas, traçando um caminho Enquanto sinto o vento bagunçar meu cabelo Sinto saudades do que você esqueceu E a brisa forte que o mar trouxe Me lembrando do cheiro do teu Mas como poderia alguém como eu Não me entregar por inteiro Cansado do remo contínuo No meu próprio mar de desespero Me vejo no mesmo lugar Sendo mais um passageiro Do trem que nunca vai parar Paciente esperando minha queda Somente pra pegar meu trono Fugindo de um futuro definido Como as folhas caindo no outono Mas teu amor foi primavera Me ajudou a sair do inferno Me deixava quente como no verão Mas acabou frio como no inverno Ficarei pra sempre afogado no teu mar Pois você é muito pra alguém como eu esquecer Então seja minha salva vidas e venha salvar Eu que nunca quis aprender a nadar.

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Cheiro

As sobras do teu perfume impregnadas na minha camisa Me fazem pensar nas águas passadas que a gente não visa A saudade do que nós não fomos por que não podemos me deixa sem chão Quando a mente balança e estou pra cair minha mente ainda sente tua mão Meu passado frustrado bagunça a cabeça e me impede de ver meu futuro Eu não tô confortável com sua ausência na verdade eu só aturo Pra você foi tão fácil me deixar de lado esquecer e dar o passo pra frente Mas pra mim tá difícil que nem no início entender que não há nada entre a gente Não queria que fosse assim Que a gente tivesse esse fim Mas queria a certeza que lá no final você não dependesse de mim

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