Talvez eu seja invejoso,
Porque quando alcancei meu objetivo,
Não me senti orgulhoso.
Pois sabia que alguém tinha feito primeiro,
E quando era pra pensar em mim,
Me peguei pensando na conquista de terceiros.
Acho que eu sou invejoso,
Pois mesmo no meu auge me sinto enojado,
Não por ser insuficiente ou inútil pro mundo,
Mas por me sentir pior que quem tá do meu lado.
Eu acho que sou invejoso,
Não por ter caído, parado ou cansado,
Mas porque, na hora em que devia estar realizado,
Doía mais não ter te alcançado.
EU SOU INVEJOSO.
Ou pelo menos é isso que eles querem que eu pense,
O mundo me pressiona pra ser o novo melhor,
Enquanto as travas sociais me impedem de vencer.
A vida te bate e te impede de sorrir,
E entre viver de verdade e dar espaço à felicidade,
Se sobressai a vontade de competir.
Mas não.
Eu não sou um fantoche,
Não ligo pra tua fama, tua grana, teu deboche,
Teu carro, tua moto, teu iPhone do ano.
Pra falar a real, ninguém tá se importando.
Porque a vida real tá te batendo
E você não tá aguentando.
Então bota a mão na consciência,
Tenha plena ciência:
Você é humano.
Fraco mentalmente,
Espiritualmente,
Emocionalmente,
Exatamente como aqueles que tu gosta de julgar.
Mas essa porra não importa no final de tudo,
Porque vai todo mundo pro mesmo lugar.
VALA.
EU NÃO SOU INVEJOSO!
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Passo a passo dado, ando até a morte,
Passa o dado pra eu tentar a minha sorte,
Passa a bússola ou compasso, aponta o norte,
Penso um pouco: será que posso ser mais forte?
Passo o tempo olhando o mundo dos loucos,
Pois não tenho o passe pra chegar ao topo,
Posso até posar nesse mundo novo,
Mas passa o pássaro, e eu sou só corvo.
Pego a pinça, o pencil, escrevo no papel,
Pinto o meu literário com o traço do pincel,
Podre mundo, imundo, tão sujo e cruel,
Paro e penso: será que o paraíso é o céu?
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Ainda sou o mesmo de antes,
Perdido, sem saber por onde seguir,
Procurando um motivo pra fugir,
Tentando me erguer depois de cair.
Mas a tristeza ainda é gigante,
E o mundo não me enxerga diferente,
Nas noites sem dormir, lembro da gente,
Buscando alguma razão pra seguir em frente.
Minha vida perde o sentido constante,
Sem você ao meu lado, perco a razão,
O trauma do passado ainda me põe no chão,
E sigo desamparado, sem salvação.
Andando sobre um fio de barbante,
Como uma ponte entre o espiritual,
Que une o presente ao meu ancestral,
E me devolve ao meu habitat natural.
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Fazer rap devia ter verbo,
Algo como “rapear”, não sei ao certo,
Bendito rap, de verso sagrado,
Que salva bem mais vidas que o Estado.
Projota, Rashid, Marechal, Emicida,
Nomes do estilo que um dia salvou minha vida,
Cada rima encaixada como uma melodia,
Alegra minha alma e resgata o meu dia.
Bendita seja a arte de rimar,
De juntar o ritmo à poesia,
E fazer nascer em nós harmonia.
Como eu amo rapear,
E escrever minhas rimas todo dia,
Em busca daquilo que me traz alegria.
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Me senti abandonado mesmo perto de tanta gente
Preocupado com o que faço mesmo que cuidadosamente
Eu achava que o sentido da vida era um segredo
Mas no escuro tenebroso você que tirou meu medo
Sou ingrato mas eu sei que eu sou privilegiado
Por ter você na minha vida, por ter você do meu lado
Não acredito no deus das pessoas mas olha que ironia
Que a minha pessoa mais importante é a que me deu a vida
Não tenho dinheiro não mexo com extrato
Sou preguiçoso isso é fato, eu me afasto
tudo que me deixa exausto, ando descalço
por essa ponte de prego que eu passo
mano eu não nego eu quebrei nosso laço
e o meu sangue vai deixando rastro
Sinto que eu tô correndo parado
atrás de perdão de todos meus pecados
ando culpando, jogando, esfregando na cara seus erros pra esquecer dos meus
vida piorando, mudando, acabando e eu quero orar sem acreditar em deus
só quero alguém que venha me ajudar, que pelo menos eleve meu astral
e eu vou pensando, rimando, vivendo pra eu melhorar minha saúde mental
sábado chega e meu cérebro esquece que já é final de semana
dezembro chega e meu cérebro esquece que já tá quase no natal
tristeza bate e o cérebro lembra de qual é a dor da fome
é que no mundo que vivemos hoje tudo se resume ao dinheiro mensal
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Sei que seguimos caminhos diferentes
Mas me diz o que houve entre a gente
Longe de você mas me sinto tão perto
Mesmo ausente te sinto presente
E o mundo mudando me traz a lembrança
do tempo que a gente queria ser nós
mesmo no escuro e surdo por dentro
eu ainda te enxergo e escuto tua voz
e o tempo passando me mostra minha infância
carente, frustrado coitado e sozinho
não queria que mudasse por mim
no fundo eu só queria teu carinho
boca por boca uma conversa morna
olho no olho visões diferentes
você enxerga o mundo la fora
eu só enxergo meu mundo na frente
as vezes penso em querer voltar
me arrepender e a mensagem mandar
mas não
não vou me entregar
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Penso em ti me transbordo de poesia
como se a energia machadiana tomasse conta de mim
e eu virasse o novo pelé do poema
mas eu to virando o pelé dos problemas
só observando quem meu coração elenca
e de todas as opções escolhi a pelé da encrenca
mas com tu foi diferente
claro que ninguém acreditaria
que na frente do gol eu que sou pelé erraria
errei feio e te joguei na contra mão da minha vida
parte culpa minha parte seu azar
porque minha vida eu não posso controlar
deixo ela voar como folha ao vento
já perdi o controle dela a muito tempo
e eu que sou o senna da cagada
te deixei de canto abandonada
e tu foi criando senso e ficando cada vez desaparecida
e agora só saudades do senna do pelé e do amor da minha vida
ainda sou o pelé do choro
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Novamente me encontro sozinho
Definindo metas, traçando um caminho
Enquanto sinto o vento bagunçar meu cabelo
Sinto saudades do que você esqueceu
E a brisa forte que o mar trouxe
Me lembrando do cheiro do teu
Mas como poderia alguém como eu
Não me entregar por inteiro
Cansado do remo contínuo
No meu próprio mar de desespero
Me vejo no mesmo lugar
Sendo mais um passageiro
Do trem que nunca vai parar
Paciente esperando minha queda
Somente pra pegar meu trono
Fugindo de um futuro definido
Como as folhas caindo no outono
Mas teu amor foi primavera
Me ajudou a sair do inferno
Me deixava quente como no verão
Mas acabou frio como no inverno
Ficarei pra sempre afogado no teu mar
Pois você é muito pra alguém como eu esquecer
Então seja minha salva vidas e venha salvar
Eu que nunca quis aprender a nadar.
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As sobras do teu perfume impregnadas na minha camisa
Me fazem pensar nas águas passadas que a gente não visa
A saudade do que nós não fomos por que não podemos me deixa sem chão
Quando a mente balança e estou pra cair minha mente ainda sente tua mão
Meu passado frustrado bagunça a cabeça e me impede de ver meu futuro
Eu não tô confortável com sua ausência na verdade eu só aturo
Pra você foi tão fácil me deixar de lado esquecer e dar o passo pra frente
Mas pra mim tá difícil que nem no início entender que não há nada entre a gente
Não queria que fosse assim
Que a gente tivesse esse fim
Mas queria a certeza que lá no final você não dependesse de mim
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