Pablo Cristiano @arge_gray
Sociedade

O canto do consumo

Compramos mais do que a alma precisa, Em cada prateleira, um sonho em ruínas. O plástico brilha, mas o coração pesa, A felicidade é mentira que se compra com realeza. O dinheiro é um rei de mentiras douradas, Rege as mentes, as vidas rasgadas. Nós, prisioneiros dessa falsa liberdade, Gastamos sem saber da nossa real necessidade. O sorriso vem por um instante fugaz, E a mente, sobrecarregada, já não traz O descanso que o corpo busca em silêncio, Pois, ao buscar coisas, esquecemos o que é essencial, o que é íntimo. Cada etiqueta, um grilhão no peito, A pressão do mercado, um vazio perfeito. A saúde mental se perde no excesso, Entre compras e mais compras, nos tornamos obsoletos. Mas a paz não mora nas vitrines brilhantes, E o amor não se mede em contas distantes. O que vale não se compra, é o que o ser carrega, Na alma, no toque, nas lembranças que não cegam. Desacelere o passo, respire profundo, O consumismo é a prisão que mata o mundo. Menos é mais, é verdade universal, Que só a mente tranquila pode entender, afinal. Pablo Cristiano Fernandes Almeida

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