No meu quarto,
deitado em silêncio na minha cama,
dentro do meu devaneio,
ilusionando como seria você sem roupa.
Você me seduz,
sua roupa cai suavemente perto da minha cama,
a gente fode sem receio,
confundo os sentidos,
corpo e alma se unem,
e acabo destruindo nosso momento.
Achei que fosse só um momento,
você não me amaria de verdade,
estava só me usando,
quando era amor.
Eu me ceguei,
e te usei pelo prazer.
Me desculpa,
eu não quis me deixar levar,
só que você me hipnotizou,
com esse seu corpo.
E depois que acordo, te ligo,
pedindo pra te ver.
Continuar lendo
Coloquei sal na comida,
a receita dizia
"À gosto",
mas ficaria bom sem?
Acho que salguei a receita,
mas mesmo sem provar,
só de olhar,
ficaria melhor sem.
Joguei a comida fora,
antes que provasse seu valor,
acho que fiz errado,
eu não sirvo pra cozinhar,
era só não colocar sal,
simples assim.
Desde então,
o fogão permaneceu frio,
a panela guardada
decidi pedir comida,
pelo menos não desperdiço sal,
é maís fácil quando o erro já vem feito.
Continuar lendo
Ando sobre areias antigas,
as mesmas que reis já pisara,
e mesmo assim foram reduzidas a nada.
O sol escaldante me cega,
o calor me tonteia,
minha cabeça queima.
O som da areia se movendo é ensurdecedor,
mesmo que meus ouvidos já se acostumassem.
Minhas pernas cedem à fome,
ao cansaço de andar sem parar,
e eu cabeceio a areia.
Ali, eu fecho meus olhos,
aceitando meu fim,
esperei por algo que não aconteceu,
e depois decidi abrir meus olhos,
o sol ainda estava lá,
mas areia me engoliu.
Continuar lendo