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@apoetadesconhecida · desde 2023

O que escrevo reflete quem sou. A mistura de emoções e sensações.

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Biografia

Difícil ler, transmitir, escrever

Minha escrita talvez tenha morrido Por um momento Me deparei com um tormento Duas almas que eu amava se foram Um término doloroso Vários questionamentos A mente nublada Demonstrava meu sofrimento Minha estátua foi quebrada A mulher que há tão pouco não chorava Se derramou e desfez em lágrimas Notou que além de estátua Possuía um coração de existência Torna-se doloroso escrever Quando se tem muito a dizer Palavras engolem você Pensei que dessa vez Parando de escrever O caos não transferiria e eu choraria.

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Te leio e ouço, Safo

Safo de lesbos Tua sinfonia não foi esquecida Toda vez que ouço, sinto sua poesia A voz de uma mulher filósofa ecoa em minha rebeldia Como não poderia Não falar da maior poetisa? Que diante de tantas crenças abusivas Uma mulher se opôs com maestria Sua mélica me canta dores Tuas poucas memórias, me acordam para o combate Sua arte me revela bondade Essa mesma vontade não te faz esquecida Se trata da imortalidade Sinto saudades De uma poetisa que nunca vi ou conversei Mas te li e eternizei Em cada verso fragmentado Seu grito sempre será lisonjeado.

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Dia 31 de janeiro

Um mês se passou Com ele, o pássaro da morte o levou Saudades de um amigo Que com tão pouco, me tirava sorrisos Te procuro ao redor Dizem que a esperança é a última que morre Digo que a perdi quando não te vi Percebi isso quando nem me despedi A última coisa guardada É sua risada que aos poucos vai sendo apagada Sua mão fria destacava Que no agora, você não mais estava Nós éramos um grupo Grupo que juntos se completávamos De 5, só nos resta 4 E de nós 4, todos chorávamos Pois sem você, não tem como pensar no passado.

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É assim que começa um novo dia

Às vezes eu te via Tentava de tudo, mas não sent(ia) Em uma noite mórbida e fria Pensei que tudo acabaria Sua paixão disse que me guiaria Seu medo disse que não me abandonaria Enlaçou a artista que com tanto tempo não sentia Desde então, sou sua ousa(dia)

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sem título

Pois eu sou tão complexada Diferente do normal Tão paradoxal anormal.... Sinto essa sensação De não saber lidar com minha autodepreciação Perfeita demais, agrada o mais Talvez eu só não quisesse ser o mais não um nome, uma mulher, um alguém só q minha alma resista, insista a um fim q não me convém

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quem diria, achava q iria morrer sozinha

Te conheci bem assim Com um "oi" me fez sorrir Brilhante na multidão Garota linda, roubou meu coração... O céu e suas constelações Te amo a três corações Um barco calmo a velejar Quero sempre te amar Linha invisível Obrigada pela ligação Por ter me conectado Com alguém que exala perfeição Sabia que seu sorriso é lindo? Penso enquanto te estudo Riso fofo que me tira da rebeldia Te desejo todo santo dia Teus detalhes me fazem imaginar Uma família ao seu lado A um passo de se realizar De tanto esperar, o pedido veio te encontrar Teus olhos são como poesia Me jogando sempre uma certa magia Tua boca me lembra lar O lugar que sempre posso voltar.

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Meio inexistente

Eu nunca fui muito de estar presente Tenho medo do afeto, entende? Sempre me deixei ir por atalhos Não gosto de caminhos determinados Eu sei que é errado Às vezes sinto falta de um calor inesperado Esqueço que é fogo, ele se vê desesperado E eu só quero ficar no silenciado Minha atenção é seletiva Foco só naquilo da minha perspectiva Eu escrevo e paro Volto e esqueço Será que te percebo?

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Muito hipócrita

Hipócrita, digo que sou Posso mudar, trocar você E depois me arrependo Daí que ganha meu poema Não me orgulho, me culpo Cada erro, me odeio Gosto de sentir Só não quero sumir Eu fujo Dizem que isso não é normal Digo que perder é melhor que doer "Tão bonita, pena que não acredita no viver" Se duvidar, me afasto pra lua Depois sumo pra rua E vago no escuro Rezando pacientemente Para que eu tenha algum futuro.

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Não tem cores, formas, sons...Será?

Toda forma de arte Cativa-me um arrepio Me sinto refém Desde uma árvore, um momento Um sonho, outro alguém Me interesso por cinema também por pintura, desenho Não basta olhar, tem que sentir o desespero do artista em se ruir E entre elas, a escrita me escolheu Ela não tem silhueta, cores vistas Toda imaginação feita por letras extintas Não precisa de regras, ela própria te domina Te leva a riscar o que tudo escondia.

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21 de setembro - A união

Quando o povo brasileiro se reúne Sua alegria contagia Seu humor é a própria rebeldia Viva a luta de cada dia Juntemos todos para uma grande saudação A nossa história que nunca vai ser deixada em vão.