Embora que calma, muito intensa
Mergulhei na miragem desse oceano que o seu riacho me trazia
Acordei dessa ilusão e percebi que as ondas não existiam mais, muito menos os fundos mergulhos das primeiras vezes.
Que choque!
Tão pequeno e pacífico
...
São todas essas incertezas
Que me fazem viver com receio
Não sei se sinto sozinha ou se sente o mesmo
As vezes acho que sim, as vezes penso que não
Por que tem que ser assim?
Queria ter os pés no chão
Incertezas talvez signifique solidão
Se lembre da minha suavidade e serenidade
Se lembre da minha beleza
Me acolha e me admire
Me elogie e diga o quão bonita sou, mas agora
Por mais que bonitas, não quero ser como as flores
Que são as vezes tão ignoradas na vida, mas tão lembradas na hora da morte.
Esperam de si apenas devoção e servitude
Você, que os carregou no ventre
Você, que os ama incondicionalmente
Você, que precisa tanto pra ser vista, admirada
Sempre em busca de justiça
Sempre precisando ser salva
Sofrendo pelo ódio daqueles que não estariam ali se não fosse você, mulher.
Seja bem vinda, alma gentil
Mas por favor, cuidado
Sinta, mas não absorva tanto
Seja bondoso e empático, há tanta maldade
Mas não se deixe abalar com o que é ruim
Também há tanto de bom pra se sentir e apreciar.
Bem-vindo ao planeta terra, e ao longo da jornada tenha uma lucidez moderada.
Sentirei falta das gentilezas;
Da doce e carinhosa inocência dos animais;
Dos cachos do meu cabelo;
Dos altos que superaram os baixos;
Dos momentos de risadas ao lado de quem amei e amarei infinito;
Das pessoas que foram gentis sem pedir nada em troca;
E acima de tudo, sentirei saudades das paisagens bonitas e de tudo que existe de bom nesse mundo, que mesmo que bonito, pra mim não foi o suficiente pra ficar.