Ouvi dizer que poesia é Arte
E que arte só nasce da semente do sentir
Quando a alma já cheia inunda
Só através da arte o sentimento consegue escapulir
Então, se poesia é arte
Ela é a arte pura do seu existir
E tudo que transborda na sua alma
Conseguirá transmitir, como águas profundas que só deixa fluir
Grandes poetas não deslizaram palavras vazias no papel
Preencheram a profundeza do branco com seu mais puro mel
Daquilo que em suas almas não podiam mais conter
Geraram a poesia, nascendo um novo ser
Eu até sei que parece uma grande utopia
Mas se imaginasse uma alma vazia
Que poderia ou à quem ela viria a oferecer?
Poesia que marca não tem nela apenas uma dor escondida
Ou uma mera ilusão de uma alegria sugerida
Mas trasnborda uma profunda reflexão que te faz renascer.
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Em tristezas ela veio a se aprofundar
Sua consciência não doeu, amou e não esqueceu
Seu corpo estremeceu e sua mente enlouqueceu
Adoeceu e quer se curar
Cresceu aquela vontade de alcançar
Alternativas pra dessa dor se livrar
Mas em esperteza vem sempre a tristeza à criar
Nada de cor ou alegria vem como mãe à lhe embalar
Minha amarga tristeza
As vezes acho que tu és divindade
E mesmo que não te vejo, vens tu me visitar
A cura da tristeza será alegria?
Escrevi eu um soneto, desejando uma ode que se traduz em elegia.
Só pra pedir ao leitor que tem essa medicina "por favor me ensina" só pra eu me curar!
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Ah se esses meus versos
Viessem te alcançar
Despisse meus encantos
Só pra te enlaçar
Estaria eu tranquila
E pronta pra amar
Me sujar em areias finas
De todo esse seu mar
O meu encanto em pranto
O vento emaranhou
Soprou, esparramou
Esse sonho no entanto
Ao tempo ultrapassou
E nos meus pequenos versos foi onde repousou
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Feliz por um instante hoje me permiti ser
Sob o aroma da terra molhada me vi renascer
Molha a estrada e deixe-me ver
Chuva sagrada, como te agradecer?
Minha alma encharcada já pelo amanhecer
Percorre a estrada sem estremecer
Pela alma demarcada nesse chão do amanhecer
Com gratidão e encantada em simplesmente ser
Essa calma engraçada que me proporcionou você
Depois de tantas pedradas que escolhi receber
Agradecer em verdade pelo sagrado ser
Que molhou a estrada e explicou o porquê
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Palavras no papel são só palavras à perecer
O tempo passa
Desgasta
Qual é a divina graça que providencía seu permanecer?
Essência contida em cada verso
Já estava no universo
Antes mesmo de no papel nascer
Dizem que poesia é arte
Que a alma deixa florescer
Mas como pode um poeta
Apenas escrever?
Poesia é segredo divino
Mas só se canta esse hino
Na mente do ser ou não ser
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Depois de suplicar sua atenção
Me humilhar em vão
Resgatando migalhas de amor no chão
Criei uma nova compreensão
Por amor não se suplica
Ele só multiplica
O que já está no coração
Percebi em um breve instante
Com ajuda de um guru distante
Que estava cultivando uma adoração
Por você tudo fiz
E meu coração infeliz
Se jogou na imensidão
Abandonei minha vida
Em minha alma não havia
Nem meu próprio coração
Deixei meus sonhos de lado
E os seus tenho carregado
Implorando por gratidão
Você sempre arrumado
Sai de casa perfumado
Enquanto eu exalo solidão
Sempre preparei seu alimento
Te nutri por fora e por dentro
Mas meu próprio ser na escravidão
De te servir a todo momento
E de tanto sofrimento
Não aguentei mais não
São nos limites que nos revelamos
E foi bem ali que nos encontramos
Eu comigo mesma em evolução
Olhando meu próprio espelho
Caí então de joelhos
Me vendo nessa situação
Percebi que a nossa realidade
É a mesma insanidade
Diferencia é a proporção
O tamanho da dor que eu sentia
É porque eu mesma me feria
Ao me abandonar sem intensão
E o que não me permite levantar
É esse medo de acordar
E perceber que foi só ilusão
E pra não te abandonar
Estou vendo meu próprio eu acabar
Abandonada na minha imensidão
Eu decidi que vou mudar
Com outras pessoas me conectar
E me descobrir denovo então
Se eu sorrir ou se chorar
Não vou mais me envergonhar
Nem imaginar que é traição
Pois você não abandonou seus amigos
À suas paqueras oferece seus sorrisos
Porquê minha consciência me condena então?
Eu preciso de contato
As vezes só de um mísero abraço
Vejo isso quando penso com a razão
Mas sempre me culpo
Vivendo esse julgo
Na minha imaginação
Te amei de verdade
Permaneci só na vontade
Em toda a situação
Agora entendi o problema
Me amar é o esquema
Pra sair dessa submissão
Estou me esforçando
Pra continuar levantando
Só que tá fácil não
Pois tenho medo de alcançar
E ao de verdade me amar
Deixar vc na solidão
Depois de doer tanto
Não desejo a você o mesmo pranto
E pisar eu como vc pisou no meu pobre coração
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Que saudades de ti
Comigo se deita
Mas não posso te sentir
Com outras se deleita
Nas madrugadas do seu existir
Ao longo do dia já não mais me escuta
Chego perto e me sento
Sua atenção peço ao vento
Enquanto a existência me sepulta
Queria ser esse seu celular
Nem que seja pra ver com outras você se deliciar
Sei que pareço masoquista ao implorar
Por sua presença que não consigo mais alcançar
Mas o amor não é mesmo assim?
Que não parece ter fim
E insiste em nos crucificar
Mesmo doendo
Continuo querendo
Apenas te amar
Um sentimento profundo
Em dores preciosas
Não existo mais no mundo
Só minhas lágrimas silenciosas
Toda essa tecnologia roubou meu amado
Meu amigo querido e o pai dedicado
Meu amante que agora já não é mais meu
Meu poeta parece que se perdeu
E eu espero triste e silenciosa pelo seu retornar ou pelo seu adeus.
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