Apenas não vá
Olhei a notificação e nem peguei no celular
Apenas não vá
Enquanto meus sentimentos caem no abismo me deixando sem respirar
Apenas não vá
De forma tão tola me deixando plantada a te esperar
E se você se for
Pelo menos deixe sua sombra
Do que já se foi
Pois você foi minha última risada
Última chance
Última escolha
De finalmente olhar pra trás e não me sentir enjoada
Continuar lendo
Quantas vezes vai precisar doer para eu finalmente parar de sentir?
Quantas vezes vou precisar escrever para me sentir compreendida?
Quantas vezes vai precisar chover para eu me sentir aquecida?
Quantas vezes vou precisar lembrar para eu finalmente esquecer?
Superar
E compreender que eu conseguiria viver uma vida sem você.
(A chuva levou meus sentimentos embora e me deixou sem nada pra lembrar)
Continuar lendo
Não acredito no diabo
Mas ele sempre me alcança
Com seus olhos castanhos e um jeito inigualável
Ausente
Seco
Indiferente
Serve para ferrar a mente de qualquer um
Não acredito no diabo, mas ele aparece pra mim
Cansaço
Insônia
Inquietação
Não acredito nele, mas ele insiste em acelerar meu coração correndo por aquele jardim
Eu não acredito nele
Mas ele acredita em mim
Memoria.
Continuar lendo
minha vida é um cemitério de arrependimentos e por isso fui embora
porque senti que estava me perdendo
com os olhos cansados eu parei pra pensar
que tudo que eu sempre organizei da maneira mais certa
está fora do lugar
e cansei de esperar
pela pessoa certa, como se fosse difícil me amar
ou ficar perto de mim
sempre tem algo que eu acho que não vale a pena
meu cabelo, meu corpo, minhas ações
atitudes machucam belos corações
me sinto cansada
sempre cansada
essa melancolia é até que confortável porque nela os pensamentos param
e eu posso enfim descansar
louco, sou apenas louco
por pensar
pensar em você como se eu fosse um morto
pensar sempre que em meu túmulo deitar
a eternidade é pouco para almas que enfim se encontram e não tiveram tempo de viver.
ou se amar.
Continuar lendo
Eu costumo evitar tudo que me da medo
O que é estranho
Porque costumo amar sem receio
Eu corro para o amor tal como uma abelha em sua flor
Como se eu precisasse disso para viver
Mesmo que esse mesmo amor me faça querer morrer
Não escrevo para me curar
Porque a dor é o último laço com a felicidade
Eu coloco tanto açúcar em meu café
Porque o amargo da sua boca ainda queima
O que antes já me foi sagrado
Agora é pecado
Meu sentimento oriundo agora
Espelha em minha face
O que antes já me foi segredo
Agora é uma verdade que arde
Que não aceito a saudade
E me faço orar
Me perguntando quando isso vai acabar
Em prantos
Meu coração em colapso me pede socorro
Deitada em agonia
Chorando por um medo bobo.
"A abelha teme a chuva que faz com que suas flores cresçam"
"E as flores murcham pelo excesso da chuva que as faz florescer"
Continuar lendo
Depois de um tempo a gente passa a não ter mais medo do escuro
Depois de passar o tempo todo nele
não sei porque ainda me surpreendo, me intitulo poeta mas ainda busco a felicidade
busco deixar de sentir esse sentimento corrosivo quando é dele que faço arte.
sou uma estátua pouco lapidada
pois tão frágil eu sou
aos poucos que chegam perto pareço piada
mas para todos eu viro pó
ao escultor que me entreguei
achando que viraria arte
me dei conta quando estava no chão
naquele piso tão frio que até arde
não há metáforas suficientes pra expressar a dor
e o conflito entre minhas partes
queria chorar mas não consigo
pois minhas lágrimas são de vidro
e meu corpo é algodão
teu toque de seda
agora machuca como agulha
sua voz antes doce
agora pouco é ouvida
você virou uma sombra que gostaria de ser vista
fechei meus olhos agora
pois já não consigo enxergar
o que você era pra mim
e que já não vai voltar
o começo das coisas é tão apreciado
pois o novo contagia, como uma chama ardente
quando já nos conhecemos
reduz a faísca que mal se acende
queria ser arte
queria ser vista
queria ser amada
não mal compreendida
a noite eu observo
e vejo as estrelas dançarem
quando minha lágrima cair
seremos nós e a imortalidade
Continuar lendo
o céu estava tão lindo
quando me vi caindo
as gotículas de água no meu cabelo
quando aceitei meu destino
e tudo ficou preto
mas eu ouvia e sentia
e não tive medo
pois era o que eu vivia dia após dia
só que de repente eu acordei
como se fosse tudo igual
mas eu estava revivendo tudo
que me fizeram mal
pois sempre foi automático
meus olhos abriam e fechavam
noite após noite
e esquecia de quem eu era
me tornava vazia e ambulante
sem desejos ou afeições
que andava e não se importava
com suas obrigações
me tornei apática
fechei os olhos e me rendi
continuei andando
e nem vi o que perdi
Continuar lendo
﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌
minha vontade de escrever não é por prazer
é necessidade
a escrita é espantalho de plantação
é para evitar a destruição
e salvar minha alma
quando meu café esfria eu já percebo
onde o céu vira garoa
que já passou da hora
o frio vem, e eu vou embora
quando as palavras aleatórias em minha mente se completam
e viram uma harmonia de melancolia
já percebo que minha doce atuação
virou rotina
os personagens de minha história já não possuem final
as noites ficam mais escuras e longas
meu olhar permanece aberto
e isso vira o normal
a escrita vira obsessão
andando, no ônibus e até dormindo
onde tudo vira paixão
as letras formando um bote salva vidas
e evitar que eu fique presa sob o chão
Continuar lendo