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memori.a

@alaskaiw · desde 2023

𝑆𝑜𝑢 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑡𝑜𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑠𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝐿𝑢𝑎

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Foi, e levou minhas partes junto

Apenas não vá Olhei a notificação e nem peguei no celular Apenas não vá Enquanto meus sentimentos caem no abismo me deixando sem respirar Apenas não vá De forma tão tola me deixando plantada a te esperar E se você se for Pelo menos deixe sua sombra Do que já se foi Pois você foi minha última risada Última chance Última escolha De finalmente olhar pra trás e não me sentir enjoada

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:⁠'⁠(

Quantas vezes vai precisar doer para eu finalmente parar de sentir? Quantas vezes vou precisar escrever para me sentir compreendida? Quantas vezes vai precisar chover para eu me sentir aquecida? Quantas vezes vou precisar lembrar para eu finalmente esquecer? Superar E compreender que eu conseguiria viver uma vida sem você. (A chuva levou meus sentimentos embora e me deixou sem nada pra lembrar)

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Serafim

Não acredito no diabo Mas ele sempre me alcança Com seus olhos castanhos e um jeito inigualável Ausente Seco Indiferente Serve para ferrar a mente de qualquer um Não acredito no diabo, mas ele aparece pra mim Cansaço Insônia Inquietação Não acredito nele, mas ele insiste em acelerar meu coração correndo por aquele jardim Eu não acredito nele Mas ele acredita em mim Memoria.

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Cemitérios Vazios e Cheios de Sentimentos

minha vida é um cemitério de arrependimentos e por isso fui embora porque senti que estava me perdendo com os olhos cansados eu parei pra pensar que tudo que eu sempre organizei da maneira mais certa está fora do lugar e cansei de esperar pela pessoa certa, como se fosse difícil me amar ou ficar perto de mim sempre tem algo que eu acho que não vale a pena meu cabelo, meu corpo, minhas ações atitudes machucam belos corações me sinto cansada sempre cansada essa melancolia é até que confortável porque nela os pensamentos param e eu posso enfim descansar louco, sou apenas louco por pensar pensar em você como se eu fosse um morto pensar sempre que em meu túmulo deitar a eternidade é pouco para almas que enfim se encontram e não tiveram tempo de viver. ou se amar.

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Furia

Eu costumo evitar tudo que me da medo O que é estranho Porque costumo amar sem receio Eu corro para o amor tal como uma abelha em sua flor Como se eu precisasse disso para viver  Mesmo que esse mesmo amor me faça querer morrer  Não escrevo para me curar Porque a dor é o último laço com a felicidade Eu coloco tanto açúcar em meu café Porque o amargo da sua boca ainda queima O que antes já me foi sagrado Agora é pecado Meu sentimento oriundo agora Espelha em minha face O que antes já me foi segredo  Agora é uma verdade que arde Que não aceito a saudade E me faço orar Me perguntando quando isso vai acabar Em prantos Meu coração em colapso me pede socorro Deitada em agonia Chorando por um medo bobo. "A abelha teme a chuva que faz com que suas flores cresçam" "E as flores murcham pelo excesso da chuva que as faz florescer"

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☁️

Depois de um tempo a gente passa a não ter mais medo do escuro Depois de passar o tempo todo nele

🦇

não sei porque ainda me surpreendo, me intitulo poeta mas ainda busco a felicidade busco deixar de sentir esse sentimento corrosivo quando é dele que faço arte.

estátua que sente

sou uma estátua pouco lapidada pois tão frágil eu sou aos poucos que chegam perto pareço piada mas para todos eu viro pó ao escultor que me entreguei achando que viraria arte me dei conta quando estava no chão naquele piso tão frio que até arde não há metáforas suficientes pra expressar a dor e o conflito entre minhas partes queria chorar mas não consigo pois minhas lágrimas são de vidro e meu corpo é algodão teu toque de seda agora machuca como agulha sua voz antes doce agora pouco é ouvida você virou uma sombra que gostaria de ser vista fechei meus olhos agora pois já não consigo enxergar o que você era pra mim e que já não vai voltar o começo das coisas é tão apreciado pois o novo contagia, como uma chama ardente quando já nos conhecemos reduz a faísca que mal se acende queria ser arte queria ser vista queria ser amada não mal compreendida a noite eu observo e vejo as estrelas dançarem quando minha lágrima cair seremos nós e a imortalidade

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queda livre

o céu estava tão lindo quando me vi caindo as gotículas de água no meu cabelo quando aceitei meu destino e tudo ficou preto mas eu ouvia e sentia e não tive medo pois era o que eu vivia dia após dia só que de repente eu acordei como se fosse tudo igual mas eu estava revivendo tudo que me fizeram mal pois sempre foi automático meus olhos abriam e fechavam noite após noite e esquecia de quem eu era me tornava vazia e ambulante sem desejos ou afeições que andava e não se importava com suas obrigações me tornei apática fechei os olhos e me rendi continuei andando e nem vi o que perdi

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A volta de quem nunca foi

﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌﹌ minha vontade de escrever não é por prazer é necessidade a escrita é espantalho de plantação é para evitar a destruição e salvar minha alma quando meu café esfria eu já percebo onde o céu vira garoa que já passou da hora o frio vem, e eu vou embora quando as palavras aleatórias em minha mente se completam e viram uma harmonia de melancolia já percebo que minha doce atuação virou rotina os personagens de minha história já não possuem final as noites ficam mais escuras e longas meu olhar permanece aberto e isso vira o normal a escrita vira obsessão andando, no ônibus e até dormindo onde tudo vira paixão as letras formando um bote salva vidas e evitar que eu fique presa sob o chão

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