Quartas-feiras
Os dias se passam e nada faz sentido. Aliás, que dia é hoje? Terça? Domingo? A vida se arrasta nesse vale obscuro Desconfortável na própria pele Alucinando com barulhos internos. As vozes ecoam na mente Ao mesmo tempo em que o silêncio abrange tudo que é meu ser. Um ser... Serei eu esse ser, que se acha digno de um nome comum? O que minha alma deseja? O que meu coração proclama? O que as ruínas dentro de mim, tem para contar a ti nesta noite? Você veio e sentou no mesmo lugar onde a Senhora Morte estivera sentada. Você agiu como tal, me deixou o frio ao invés do confortável abraço esperado. Eu já nem sei mais se eu sou eu, ou quem é você, e se a Senhora Morte é real. Algo quebrou bem no meu do cérebro e nada mais funciona bem. Esquizofrenia reina. Ou só defende por instinto Um ser que jaz aqui, perdido naquele mesmo vale obscuro. Questionando ilusões, e julgando com má fé cada pedaço estilhaçado aqui no chão. Sábado? Não, talvez hoje seja uma quarta-feira. Se for. Que bom, eu adoro as quartas-feiras.
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