Abatista @abatista
Poema

A última despedida

Impossível acreditar que ela se foi. Era tão linda nos campos sua vontade de viver. De lenço azul cor do céu com suas bochechas rosadas no sol abrasador. Plantando e colhendo debaixo da bola de fogo de imenso calor. E quando chovia, nas cabanas e nos feudos agente corria. Agente aliviava um pouco a dor. Porque você se foi minha amada. Todas as ervas na sua pele não fez você ficar curada. Agora nessa missa meus prantos escorrem nos meus lábios e no meu queixo. Grandes saudades que você deixou. As colheitas cessaram, lembro das grandes chuvas. Ficava na sua casa e seu rosto pousava no meu ombro. E boas histórias e lendas que seus pais nos contavam. E quando ficávamos sozinhos observando a fogueira na chaminé. As brasas aos poucos ia se apagando e o frio da noite por baixo da porta a nos surpreender. Ficávamos juntinhos e nos aqueciamos abraçados eu e você. E quando ficava tarde depois do sol se por. Ouvíamos o sino da igreja! O toque de recolher. Te esperava do outro lado da janela. E nos despedimos com muitos beijos sussurando : " Eu Amo você " Carta de despedida - França, 21 de setembro ano de 1322. Brasília, Abatista© 21.09.26

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