A minha tortura.
Me lembro agora que há 20 anos atrás ela estava do meu lado me auxiliando na convivência nessa passagem que se chama vida, 5 anos depois de termos casados o câncer a levou e me deixou. Eu queria que fosse eu quem essa doença deveria ter levado pois a dor dela durou menos de 1 ano e a minha dor ainda estar aqui dentro de mim, mesmo depois de tanto tempo ainda dói como na primeira vez. Eu não conseguir seguir minha vida, fiquei por escolha sozinho mas do meu lado sempre uma carteira de cigarros e uma cerveja, me permito sofrer duas ou três vezes ao dia, mas meu sofrimento vai muito além dessas duas ou três vezes ao dia. Todo mês tenho que dar uma dose de morte ao meu espírito e sempre no dia que vou visitar ela no seu túmulo naquele cemitério de corpos abandonados. Já procurei razão para viver mas não consigo e também não consigo encontrar razão para a minha morte. Estou a tua espera ó morte, venha logo para que eu possa tentar reencontrar Cássia no outro mundo. Filósofo de Esquina.
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