Adriano
@Zitch · desde 2021
Mais um sujeito tentando se encontrar entre milhões de pensamentos.
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Estive tão preocupado com terceiros
Hoje só estou farto
De uma vida cheia de receios.
À quem contar
Com quem contar
Não tenho.
À somar
Com quem somar
Não tenho.
Amor próprio
À quem amar
Não tenho.
Nego à tudo que me faz bem
Nego à tudo que me faz
Nego à todos.
Meu colapso interior
Meu desastre implode
Me faz derramar
Dos olhos cegos,
Dois olhos certos
Que em breve verão o fim.
Só quero sofrer e descontar toda a raiva que tenho de mim mesmo.
Que eu sofra como faço sofrer à quem ainda tem esperança em mim.
Deste saco de lixo rasgado,
Deste trapo imundo em farrapos,
Deste coração que só bombeia veneno,
Deste vencedor que se recusa a vencer
Porque não sou mais digno de qualquer recompensa.
Meu mundo está acabando,
Por sorte, neste mundo só tem eu.
(Este é um adeus, boa sorte em vossas jornadas)
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A praia
Tão reconfortante
Depois de um infinito desconforto
Os olhos podem finalmente marejar
De frente ao mar, cena linda a apreciar.
As lágrimas não se devem à beleza em si,
A praia permite:
Pouca roupa
Pouca pompa
Não se poupe.
Por quê não chorar?
Não vai molhar a camiseta,
Não vai borrar a maquiagem,
O mar não ficará mais salgado.
Nade livre, chore em alto mar.
Deixe a tristeza preencher a água,
A tristeza é grande
Mas o mar, nada supera
Derrame toda a dor,
Derrame sem miséria
Afogue as mágoas,
Afogue até os peixes
Os deixe de boca aberta.
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Se dinheiro não traz felicidade,
Pelo quê estou lutando todo dia?
Seria isso presságio de outra decepção?
De chegar ao fim do mês
E mais uma vez estar triste e só?
Solidão agarrada na nuca vive me sufocando
Não consigo respirar o ar puro da caminhada.
De que adianta companhia mas seguir só,
Participar mas não fazer parte de nada
Conversar mas não ser ouvido.
Ninguém sabe – nem quer saber – como vou indo
Ninguém lembra nem se importa com nada a meu respeito
Meu único apoio me derruba inúmeras vezes.
Será que... O amor existe?
Ou sou eu quem o espanta sempre?
Minhas costas e pés doem
De tanto bater
Mas não tanto quanto meu peito
Que não bate mais.
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A verdade é que a felicidade é como a água,
Ela sempre vai escorrer por entre os dedos rapidamente.
Melhor desistir de se agarrar,
Melhor seguir adiante com a maré e torcer pra chegar em terra firme
Todo dia se repete o mesmo
Sem tempo pra pensar
Sem tempo pra descansar
Sem tempo pra compartilhar
Sem tempo pra gozar
Sem tempo pra sorrir verdadeiramente
Sem tempo pra se sentir bem
Sem tempo livre
Todo dia
Meu corpo exausto
Dolorido
Minha cabeça exausta
Deprimida
Minha autoestima minguada
Destruída
O que sobra
Um guerreiro derrotado
De esqueleto reanimado
Um castigo dobrado
Da dor compactada
Uma maldição renovada
Sobra o pó seco
O guardião não quer guardar mais nada
A porta inutilizada, empoeirada.
Sobre viver, morrer, fico absorto
Um funeral dá menos trabalho que um peso morto.
(Bad Vibes não nos definem, não somos tristes, apenas estamos tristes, tudo passa. Lembre-se, as Bad Vibes não são seu reflexo, são seus desafios.)
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