A garota doce, despreocupada
Balança os cabelos vastos
Senta-se relaxando, em pose de boneca
Deleita-se em seu picnic de guloseimas
Derruba as pipocas açucaradas
Suja a grama com todo seu capricho.
O 'pudding' toca seus lábios pintados
Antes de deixar-se devorar,
A luz do sol contorna bem seus traços,
Encaixa retrato na memória.
Ela,
Despreocupada, encanta sem nem tentar.
Tarde ensolarada, calor de matar
Mas uma vista de fazer viver.
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Eu esquentei demais
Os problemas, nem eram
problemáticos.
Os sonhos, eram meus
pesadelos
A vida, de decisões fáceis
as escolhas
As minhas, todas erradas.
Só eu dava importância
Porque de fato, nem era importante.
Preocupava, ocupava todo o espaço
Com discussões inúteis
Não levava a nenhuma conclusão.
Eu esquentei demais
O verão nem era tão quente assim.
Eu queria esfriar a cabeça
Assim como todos os outros,
Mas não era justo comigo.
Por que eu não tenho importância?
Mas os outros podem ser importantes?
Cheguei a conclusão finalmente
Nada tem importância.
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A
Caixa
Dentro
O pensamento fora
A inveja
R o e n d o
Liberdade escorrega em
bo
ra.
Não há calhamaço grande nem letra miúda suficiente pra armazenar tamanho horizonte de pensamentos, mesmo de uma vida curta.
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Today I felt lonely
Today felt my angry
Of somebody leaving in hurry
Someday I'll feel and fail
Against my enemy in jail.
Visiting my past from times to crimes
Something hit me hard
Some things I wanted to forget
A necklace that chokes to life
Brought me to the right
The right place to replace
Myself into the neighborhood
Where my face turns red
To stop anyone from coming
And cross these problems.
Today I felt crowded
Today felt my heat spreading
Smiles going away
Trying to rescue happiness
From a dark deep pit
Built from fears and tears.
The guilt never ends.
[Tradução]
Hoje me senti solitário
Hoje sentiu minha raiva
De alguém saindo às pressas
Um dia irei sentir e falhar
Contra meu inimigo na prisão.
Visitando meu passado de tempos em crimes
Algo me acerta forte
Coisas que eu quis esquecer
Um colar que estrangula até viver
Me trouxe para o correto
O local certo pra realocar
Me devolver para a vizinhança
Onde meu rosto sinaliza vermelho
Pra parar qualquer um de chegar
E cruzar estes problemas.
Hoje me senti cercado
Hoje sentiu meu calor se espalhar
Sorrisos se dispersando
Tentando alcançar a felicidade
Em um profundo e escuro poço
Construído em medos e lágrimas.
A culpa nunca acaba.
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A chuva se aproxima
Carregada e desesperada,
Acaba por se precipitar.
Derrama sobre crianças inocentes
Sobre jovens contentes
Sobre adultos abrigados em guarda chuvas
A água que brilha em poças,
Nas canaletas calmas
Nos olhos de meu amado.
O céu se abre
Revela seu coração brilhante,
Reflete nos orvalhos dos campos
A vida mais farta e saudável,
Traz o frescor que precisamos.
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Nada pra falar, um celular sem wi-fi,
logo aqui estou,
descrevendo nosso jantar a dois,
um pra cada canto.
Conversas inacabadas, desencontro romântico.
Nada de falas, apenas teclas e toques no touchscreen.
O cansaço desfigurado, não participa
O sossego desenfreado, freia na esquina
Me apego no teclado, testo outra rima.
Mostro contente minha façanha.
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