Não sei como dizer como não sinto nada
Depois da dor é assim
Um vazio
As coisas perdem a graça
Os sentidos se perdem
Os vetores se travam
E a "disgraça" acelera
Não é belo
Nem tão pouco agradável
Há dias
A dias
Há tempos
A tempos
Pareço um cadáver putrefacto
Mesmo que esse aroma de vida
Engane quem vê
No meu peito só há uma bomba d'água
Que bombeia sangue
Mas
A cada instante que passo pelo espelho
Meu reflexo parece mais vivo que eu
Antes do ponto .
. Depois do ponto
. Abaixo do ponto e acima do ponto
Ao lado direito do ponto .
. Ao lado esquerdo do ponto
. À frente do ponto
Atrás d0 ponto .
.
.
.
.
.Vista de perspectiva a é muda que o mesmo o sempre é ponto o 1
(Inversão de ponto de vista)
1 O ponto é sempre o mesmo o que muda é a perspectiva de vista.
Sabe, eu chorei quando estava à caminho da primeira aula de minha vida
Do quarto ano de minha vida e primeiro ano acadêmico
Por quê?
Acho que parasitar um corpo por 10 meses
Torná-lo dependente de mim
E usufruir de seus benefícios
Me protegeu da terceira lei de Newton
No primeiro desconforto e responsabilidade à cerca de ações individuais
Pestanejei
Objetifiquei a pessoa minha mãe
Como um escravo
E quando perdi
Me vi triste por perder meu bem mais útil, logo, mais valioso
Assim como me apaixonei desde então
Por cada garota com algo à me oferecer
Mesmo que só eu pensasse assim
Seios gostosos
Corpos carnudos
Sorrisos bonitos
Inteligência exorbitante
Habilidades específicas
Objetifiquei tudo
Pra que eu pudesse caber dentro
E assim
Sentir-me
Segur(o)ança
E de que há o algo à mais
A vida boa é a mais curta
Como pólvora de pavio curto
Sempre é luz o quão veloz
Eao quão se esvai destrói tudo
Ou
Ao tudo se destrói
Se embriagar de lógica é para os pensadores que se torturam com o sentido
Prefiro embriagar-me de álcool
Para aqueles que tragam os pensamentos mais loucos e alucinógenos da genialidade
Prefiro tragar os cigarros mais vagabundos e cheios de nicotina
Dos bares de caixas de 2,00 reais
Eu sou um paivo curto demais pra viver tão pouco essa lógica louca de tentar entender tudo
Eu nem se quer entendo nada
Já que afinal
Quem se embriaga e traga tudo
Nunca está lúcido demais pra pensar em algo
Sabe
Essa sensação não some
As pessoas crêem nessa utopia
Mas
Não some essa sensação
É como subir uma escadaria pela primeira vez
Mesmo estando vivo há décadas
Requer fortalecimento
Degrau por degrau
E esse é o caminho
É estar disposto e subir
Degrau por degrau
Mas
Há uma mão que te segura
E um sábio professor à lhe ajudar
Ele diz as palavras certas que dão força
E a cada sorriso dEle
Sua fraqueza se esvai
Não é mágica que faz essa sensação ruim sumir
É caminhar e confiar
Escutar e exercitar
Sua mente?
Talvez seu corpo?
Ambos.
Degrau por degrau
Tudo acaba bem
Porque acabou mal
Antes de você nascer
Depois de você morrer
Agoras as águas são outras
São vivas
Vez ou outra
Elas voltam
Aquelas sensações
Lembranças do passado
Que rasgam-me à alma
Talvez eu tenha ficado velho demais
Talvez eu fosse novo demais
Elas me consumiam
E já que o tempo destruia tudo
Ou mudava tudo ao ponto de se destruir o que era
Então eu me sentia obrigado à ter um passado
E ter algo
Um mais profundo do que o agora
Nem tem lógica
Minhas angústias agora
Minhas lembranças agora
Minhas antigas sensações agora
Anestesiadas pela lógica da idade que tenho
Me fazem entender que estar rodiado de dor e ausência de inocência
Tornam uma pessoa rasa
Amante do sofrimento
Para mostrar suas cicatrizes como troféus
Mas cicatrizes são só cicatrizes
E dores do passado
Não passam disso
Nos enaltecemos por tamanho conhecimento
Glória à nós; Não somos alienados
Hahahahahah
Esse artifício humorístico ; "Piada"
Nos torna conscientes de nosso engrandecimento precipitado
Nós
Humanos
Da 2°a década do século XXI
Estamos anestesiados e informação
Sem filtros de percepção
À não ser utilizar perspectivas pra diferenciar maiores de menores
Sabemos de tudo muito; De muito pouco
De pouco quase nada
e
Desse tudo nada humano
Inferiorizamos o passado por suas barbáries
Esta é a herança de loop social
Do século
Nunca vemos o presente como passado
Estamos fadados à refazê-lo
Mesmo nos iludindo e nos dopando de saberes fúteis
Humanos intérpretes de caos
Enlouquecem em sua própria soberba
Sabem de tudo nada
Anestesiados de saber
Desinstalados de interpretações e filtros
Desatualizados de sabedoria
Não posso elogiar-te
Não somente por tua voz
Seria uma afronta!
.
O resto de tua beleza
Se irritaria comigo
.
Já que
,afinal ,
Esta é
Belíssima
Linda
Inteligente
e
Genuinamente sublime
Da
cabeça aos pés
Dos
pés a cabeça
A lua te desfruta todo dia
Ao te ver à noite toda
As vezes em claro
As vezes sonhando
De olhos abertos ou fechados
A lua desfruta sua beleza nua e crua
Sabe suas dores de choro roco
Sabe seus sorrisos mais bobos
Reconhece seu riso
Mesmo na manhã em claro
Mesmo depois do crepúsculo da tarde
A lua te conhece como ninguém
A lua sabe o quem você é
Mesmo com ou sem alguém te ver
Queria ser sua pedra da lua
Caminhar ao seu lado e te ver sorrir
Ser aconchego ao choro
Do compartilho ao sorriso