Corredores vazios
Corredores cheios de desejos. Salas cheias de sonhos. Foi aqui que a gente chegou sem saber quem seria, e é daqui que a gente parte levando tudo o que se tornou. O ano tá acabando, e com ele vai ficando um pouco de nós nas carteiras rabiscadas, nos risos altos, nas conversas sussurradas entre uma aula e outra. A gente cresceu sem perceber. Entre cadernos abertos e provas difíceis, entre abraços rápidos e crises silenciosas, entre quem fomos e quem ainda seremos. E agora… a despedida encosta na porta. Traz saudade antecipada, um tipo de tristeza mansa, uma melancolia que aperta não por ir embora, mas por saber que nunca mais vai ser igual. Porque fomos vidas diferentes unidas por um propósito simples: vencer. E vencemos mesmo tropeçando, mesmo cansados, mesmo duvidando de nós mesmos às vezes. O que fica é o que importa: os olhares cúmplices, os amigos que viraram história, as lembranças que vão doer bonito no futuro. Que a gente siga, mesmo com medo, mesmo com saudade, carregando no peito tudo o que viveu aqui. Porque se aqui começou, não significa que aqui termina. A vida continua mas uma parte dela vai morar pra sempre nesses corredores e em cada um de nós.
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