G R A C I ʰ✓ @Yevor
Maturidade

Vivo hoje como vivi ontem e como irei viver amanhã

Quando eu era criança, achava que crescer seria simples — que crescer significava tomar minhas próprias decisões e fazer o que eu bem entendesse. Mas a verdade não é um mar de sonhos, e sim uma correnteza de responsabilidades. Lembro-me da minha infância , da pressa ao acordar, do café quente sobre a mesa, da água fria do chuveiro, da corrida contra o tempo... e, às vezes, me esquecia do que realmente importava. Sempre soube onde ficava a escola, mas insistia em errar o caminho da minha própria responsabilidade. Estudar era tedioso, nunca fui fã dessa melodia , mas não era algo que eu podia escolher. Aprendi cedo demais o que significava viver, muitos problemas se juntaram— e, pela consequência, cresci. Hoje eu já não sou mais criança. Crescer não é fazer o que se quer, mas o que é necessário — não apenas para viver, mas para sobreviver. Aprendi a organizar meus sentimentos, a não machucar mais ninguém. Encontrei alguém que faz o tempo valer a pena — um olhar, uma conversa, uma risada que parece já ter vivido comigo em outro tempo. E aí lembro que o amor também é um tipo de aprendizado: o de enxergar o outro enquanto a gente ainda se descobre. No futuro, eu me imagino mais calmo. Talvez em uma casa pacífica, sem gritos, sentado na varanda com uma xícara de chá e o coração menos apressado. Espero olhar pra trás, ver minha esposa e minha filha, e sorrir — não por ter acertado sempre, mas por ter vivido um “tempo” de cada vez, mesmo os mais confusos. Porque, no fim, o que fica não são as respostas, nem os problemas, nem as soluções. São as memórias.

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