Minhas mãos são frias, quase congeladas
Elas sempre estão como gelo
Mas o que posso fazer?
nunca consigo aquece-las
Odeia que alguém as toque,
Tenho medo de que vá se machucar
Por isso costumo evitar contato
As vezes uso luvas,
Não para aquece-las mas sim esconde-las
Acho que isso não é mais um poema sobre mãos congeladas.
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Quando foi que aqueles olhos calorosos,
Que aqueciam o meu coração ao ponto de quase derrete-lo,
Se tornaram tão frios quanto o gelo?
Seus abraços parecem soltos,
Como se não quisessem me prender
É como se você fosse desaparecer
Suas palavras são vazias,
Eu não sinto mais aquela melancolia
Seus suspiros são cansativos,
Em minha cabeça soam como um aviso
Quando ouso te questionar,
Você diz que só tem pensado
Pensado em quando o encanto deve ter acabado
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Meus dias são gelados
Como as gotas de chuva que cai
Como o vento que sopra sem parar
Como se a qualquer momento fosse me carregar
Os céus choram ao entardecer
Talvez tenham medo do escurecer
Não importa quanto tempo passe
O céu nunca sorri para mim
É Como se ele não me quisesse aqui
As lágrimas geladas
Escorrem pela janela com rapidez
Trazendo o frio outra vez
Faço de tudo para o alegrar
Mas por que os céus continuam a chorar?
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Eu amo? Eu odeio? Eu não sei
Mas sei que sei, que algo eu sinto
Ou então, o que seria esse sentimento esquisito?
Talvez esteja doente, talvez esteja maluca ou até mesmo enfeitiçada.
Seja o que for, é um sentimento confuso
Não importa o que faça contra mim
Por ela, sou capaz de ir contra o mundo.
Guardo aqueles dias em meu coração
Aquele tempo em que eu era a garotinha do papai,
A pequena que ele fazia questão de ver
E que lembrava de aparecer
Sempre me pego presa naquela época
Aquela em que você estava presente
Me levava pra sair, me fazia rir
Estou quase esquecendo do seu rosto, sabe?
É estranho, aquela garotinha do passado iria surtar
Ela não via o pior, ela amava te amar
Mas a algo que não muda,
Não aceito que falem de você,
mesmo depois de tudo, insisto em te defender
Sinto falta quando via o melhor
Não importava o que as pessoas diziam,
Eu ainda era a princesa do Papai,
A garota que ele amava demais
Você ao menos se lembra?
Dos nossos dias juntos
Dos nossos passeios
Dos doces que você comprava
Dos ursinhos que você me dava
Parece que todas essas memórias estão perdidas,
Parece que aqueles dias só existiram pra mim
Do contrário, por que você não está aqui?
Com todo meu ódio, amor e saudades,
Te escrevo essa poesia
Em respeito as nossas lembranças de pai e filha.
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Quando o dia se vai,
A noite cai
E o escuro inevitável vem
Nossas memórias surgem em minha mente
Cada momento, cada segundo
Cada risada, cada olhada,
Lembro-me de tudo, como se tivesse sido ontem
Afinal, como me esquecer de você?
As noites em que ficamos juntas,
Cantando, dançando, ouvindo, falando
Aquelas madrugadas calorosas
Em que nada poderia me entristecer
Elas insistem em aparecer
Agora minhas noites são frias,
Quando o dia se vai
E a noite cai
Tudo o que me resta é a lembrança
De algumas noites boas que não voltam mais
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Meu aniversário
O que tem para comemorar?
É um dia horrível, cansativo
O dia em que os sonhos da minha mãe morreram
O dia em que meu pai se arrependeu
É ruim, principalmente para mim
O dia em que nasci, não há nenhum motivo aparente para ser feliz
Se eu pudesse voltar atrás por acaso,
Excluiria o dia 22 de maio do calendário.
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O vento leva muitas coisas
Plástico, Papel, Poeira, Folhas, Flores
O vento leva o que é leve o suficiente para ser carregado, chega a ser engraçado.
Nunca imaginei que memórias poderiam ser carregadas
Afinal, para nós, era um conto de fadas
Mas Quando bate a brisa fria,
Em um lugar onde meu coração está em paz,
Minha mente teima em caminhar até você,
Procurando aqueles dias felizes, que apesar de serem leves, nem mesmo o vento conseguiu levar.
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Você chegou em minha vida
Alegrando meus dias
Como um furacão,
Bagunçando meu coração
Mas, com o passar do tempo
Você se foi com o vento.
A solidão devastadora
Que engolia a mim durante a madrugada
A tristeza cruel,
Que me espetava como facas
A sensação de ter sido abandonada
Me fazia afogar em lágrimas
Até me acostumar
E fazer da minha solidão,
O meu lar
Não é mais triste, nem desesperador
Se tornou belo e encantador
não desejo uma companhia,
Daquelas que não vão embora e ficam até o fim
Aprendi a apreciar
A solidão que é minha amiga e me trouxe paz,
É Ela quem não vai embora nunca mais.
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