Lobo
O lobo aponta suas rebarbas, balbucia na madrugada e corre atrás de carne. Uiva até encontrar Quem ele devore Na madrugada.
@Vivian_oliveira · desde 2025
Cânticos de Relva
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O lobo aponta suas rebarbas, balbucia na madrugada e corre atrás de carne. Uiva até encontrar Quem ele devore Na madrugada.
Havia uma criatura humana nas ruas. Sua saliva encharcava o rosto dos meninos na ponta da língua. Com o corpo magro e de pequena estatura, montava em sua bicicleta vermelha e seguia ao serviço. Faltava-lhe o calor nos braços; não havia enlevo em seu semblante. E, quando chegava a casa na calada da noite, descia o chicote. Não cantava com afeto, não recebia visitas. Colocava os meninos contra a parede e descia o chicote. Vivian Oliveira
Continuar lendoO amor é uma pequena dor que treme no peito.
Quando estou a cantar Que a voz me abrace e esconda a dor. Ao menos uma vez. Ao menos no fim. Pág. 5
E hoje, meu sentir é nada, Senão o martírio mudo, De um boneco de vodu. 30 de agosto
Continuar lendoVivian Oliveira A tristeza Apenas uma visita Nada mais que uma visita. Pag. 04
Continuar lendoVivian Oliveira Eu me levanto e abro as janelas do meu quarto. Abro também as portas. Talvez janela. Pag. 03
Continuar lendoCânticos Vivian Oliveira Eu ajoelho com a alma farta de perguntas e embriago-me sob ilusões. O que faço eu... Neste tempo que se vive, neste tempo que se perde, o que faço eu, no deserto? O que faço eu, senão ir, sem ter de esperar um lume De coração alado que clama. Além de mim, eu morro — eu, o território perdido. Pag. 2
Continuar lendoCânticos Por Vivian Oliveira Como a relva que envelhece., estamos a mercê. E as memórias, estas, são imutáveis. Não sei se o amanhã me pertence. Digo: então, dize o que te traz vida. Pag. 01
Continuar lendoVivian Oliveira Teus olhos mentiram na vastidão de tuas palavras. Ou fui eu — eu que quis crer no que nunca existiu?