Olhando para mim
Olhei-me no espelho, Não gostei de mim. Me achei diferente, Talvez não atrativo. Percebi que não havia beleza, E nem havia felicidade. Talvez seja eu culpado, Poderia ser mais feliz. Corpo me perdoe, Não lhe dou a devida atenção, Desculpe por não te valorizar, E desculpa por ser assim. Obrigado por deixar-me morar em você, E obrigado, pela saúde. Devo me aceitar do meu jeito, E devo, ainda mais, conhecer minhas limitações. Me olhei no espelho novamente, Dessa vez me senti melhor, Até um pouco mais bonito. Será? A beleza nunca foi o que as pessoas viam em você, A beleza é o que você acha de si. Portanto há beleza em mim, Quem diz sou eu. É só dessa opinião que preciso. Eu. PROCÓPIO, João Victor
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