De Espirito
Para Alma, Alma, você é muito ingênua, Quase tanto como a carne, Se deixa levar pelos sentimentos, Se deixa levar pelos momentos. Se deixa levar. Claro, os sentimentos é sua parte, E nisso não posso interferir, Mas poderia ser menos tola E não acreditar em qualquer um por aí. Poderia não esperar coisas dos outros, Reciprocidade? É pra poucos. Ninguém é obrigado a te devolver nada. Levanta a cabeça alma, Anda comigo, o espírito. Sou inteligente e sei o que fazer, Escute minha voz falando contigo. Alma, as pessoas não se importam com você, Cuidam do corpo e cuidam do espírito, Mas esquecem de dizer, O quanto se importam contigo. Alma, desculpa se sou ríspido E perdoe-me minha insensibilidade. Mas olhe para mim, não me machuco, Olhe para mim nunca me fazem sofrer. Alma, erga-se e pare de sofrer, Apenas sorria E não ligue para o que disserem pra você. Apenas viva. De Espírito, Para Alma. - PROCÓPIO, João Victor
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