Túnel
Autor: Paulo Fernandes Num grande túnel me encontrei E em meio ao breu, um feixe de luz eu contemplei Em direção a luz eu fui E a saída eu imaginava Quanto mais eu andava Mais eu me cansava Cansado já não existia forças para continuar Estagnado e sem rumo eu já estava Já não sabia que lado seguir Quando seguir a luz, me vi cego por tão grande claridade No lado oposto não tinha pensado em seguir Já não existia mais forças para voltar Agora cego e sem direção... Me lembrei do zazen Durante horas eu não estava livre E agora me encontrava cego Quando cheguei, me vi lá Sentado, livre e relaxado Não era mais o de antes Era um novo Eu No túnel vi que ele era um ilusão Vi que duas seções em mim Não estava em equilíbrio Na minha cegueira eu conseguir, equilibrar o bem e o mal A escuridão já não me amedrontava E a luz já não me cegava Com a mente livre eu me encontrava A alma já estava liberta Já não corria Porque agora pensava Se estou completo? Acho que não A graça é nunca está completo Completo eu não serei Se completo um dia fui Então eu vi que incompleto seria Ao budismo o zazen pertence Em profundos instantes eu pertenci ao zazen Mas no zazen vi que não podia pertence Fui pertence a mim Mas a mim eu não pertencia Pertencia ao inconstante E no inconstante eu me reconstruia ... 22.02.21
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