Vivo e viverei eternamente o que me cabe. Farei do caminho um monumento em meu leito.
Irei sorrir e chorar pelas não vontades que passei.
Serei eterno nem que seja por um segundo em seu olhar.
Virei o mar beijar esse céu assim como eu beijo a sua boca só de pensar.
Você entenderá quando eu te olhar pois nem o ar será suficiente pra pensar.
Eu te vejo, te desejo, olho e me pego nos teus olhos sorrindo e mentindo mais um dia.
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E sobre esse salto começo a viver
em queda livre por dentro diante
dos medos.
Sonhos sedentos
quase libertos pelo
querer.
Suspenso no ar viro imaginação
ao decorar o ambiente.
Salto sobre a realidade e me deparo
com a intuição... Mais um sintoma
de dor em meu peito.
Feroz e inseguro sustento por um
segundo a coragem existir.
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Sou amante,
amei os sonhos e
os desejos.
Amei o caos e os
frutos do pecado.
Odiei os bons em
busca da verdade.
Desisti das máscaras para
arriscar a felicidade.
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Na vala da vida
corrói nas entre linhas a empatia,
o sonho, o amor e a humanidade.
Existir deixa de ser palpável e passa a ser um deslumbre de vida, um respiro forçado.
Tão medíocre e cega pela insalubre
consciência de si.
Sob a lua e as estrelas
Meu coração estremece
ao ouvir você chamar
o meu nome.
Nossos olhares cruzados
se beijam primeiro batizados
pelo sereno da noite.
Agora, também somos
parte do céu.
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Pude enxergar em cada verso que me finda o desconhecido que me comove, o perigo das noites mal dormidas e a insônia dos desejos.
Provei o doce meio amargo da vida, estranhamente o amargo é familiar.
O doce nunca sentido faz um
novo conhecido, mas não aceito.
Então, faço um pedido...
Enquanto o sonho for sonhado, eu acredite.
Mas quando tudo for passado
eu apenas possa sorrir
novamente.
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Não existe vida sem vazio,
não existe caminho sem destino,
não existe um recomeços sem faltas.
Tudo que me cabe à dor carregou,
a dor acolheu,
mas em seu egoísmo essa dor não se transforma,
não troca de pele e nem refaz o caminho.
Ela existe estática, patética e repugnante no
fundo da mente e do meu coração.
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Nem tudo cabe nesse peito
as vezes mal consigo respirar
tudo gira devagar,
mas o coração acelera.
Por um instante a vida desfaz seu sentido
e tudo vira apenas dor...
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Atravessando a rua vejo incontáveis rostos.
Sombras, cores, amores, olhos e desgostos.
Sou mais um na multidão na margem
do querer.
Saber o quê? Tudo ou nada?
Querer? O mundo, pessoas ou sonhos?
Sem saber e sem querer
pelo olhar quero tanto quanto àqueles rostos a meia luz do sol algo que dê sentido a minha existência.
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