Fragmentos
Essa vida artificial Que nos leva ao não sentir E ao persisitir das dores Donos de vazios profundos Moradores de cidades inteiras De concreto cinza Essa massa maleável De um sistema cravado Em uma sociedade a beira do abismo Oxigênio contaminado Por palavras ditas da boca pra fora Onde ninguém sabe viver Sangue é derramado em vão Enquanto almas abandonadas Vagam na multidão.
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