Venerar
Não me envergonho nada em admitir que tenho uma forma quase venerativa de amar. Talvez essa seja minha linguagem de amor: Venerar. Eu sofro, Quase padeço, Pois esse lado do meu coração jamais esteve a brotar. Sinto que estou sempre na pré primavera. Pois meu coração não é frio, E todo o meu solo sente-se pronto para brotar, Mas então... Nada nunca acontece, O jardim que vive em meu coração não floresce, Mesmo que sinta-se pronto para tal. Minhas flores não brotam. E fico sempre presa expectativa e a ansiedade em transbordar meu amor... De florescer meu amor. Não por falta de caminhos– mas por falta de alguém que suporte essa intensidade. E quando penso ter encontrado, descubro: não sou o lugar onde o outro deseja ficar. E então volto — A planejo, A sonhar, A escrever, Como quem ensaia a vida sem nunca pisar no palco. Mas gostaria de viver o real, De colocar tudo que planejei, Tudo que aprendi, Tudo que salvei no pinterest, Tudo que escrevi, Em prática. Pois meu maior anseio não é sonhar. É viver. É finalmente ter a quem entregar tudo aquilo que em mim, Já floresce.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.