Afogando.
Enquanto eu andava, e meu olhar deslumbrava os céus, lembrei de você. O azul tão vivo me fez viajar até você, ao seu olhar um tanto profundo e cético, e logo após, à sua boca, que eu juro ter ouvido chamar meu nome. Seguindo o som de sua voz, entrei no oceano. E então senti você — ou ao menos pensei assim. Mergulhei fundo à sua procura, e quando dei por mim, já não tinha pé, apenas a agridoce sensação de estar me afogando… Mas fechei meus olhos e deixei-me afundar, porque estava afundando em você. Pessoas vieram tentar me ajudar, pois eu estava morrendo. Mas por que deveria eu deixar que me tirassem dali, sendo que ali eu finalmente encontrei você? Você realmente estava ali, sorria para mim e me chamava, prometia que iríamos viver felizes, que eu poderia confiar em você. Mas, em paralelo, tentavam me puxar, diziam que eu deveria voltar. Já não havia muito o que fazer: ou eu aceitava que me puxassem de você, ou me entregava, de corpo e alma, confiando em você. Abri meus olhos uma última vez, vi o azul do céu brilhando sob a luz do sol — que eu jurei serem seus cabelos. A luz me cegou um pouco, ainda assim continuei olhando... ...e então decidi.
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