É o fim.
Naquela noite de tristeza
Onde a angustia pairava sobre o ar.
Onde o Poeta acumulava rancores.
Onde as mágoas voltavam a ter lugar.
Onde o medo vencia mais uma vez.
Onde os traumas se reacendeu.
Foi ali, em meio ao abismo.
Que o Poeta decidiu reiniciar.
Recomeçar sua jornada.
Donde ja havia encontrado paz.
Donde os sentimentos não o feriam mais.
Ele decidiu desistir de tudo.
E recomeçar.
Mais uma vez!
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*O conhecimento sobre os loucos*
As coisas são loucas.
E a loucura de um louco.
Jamais será entendida por aqueles que não são.
O vento que passa incomodando.
A alegria em coisas supérfluas.
O desafio de se desafiar todos os dias.
Antes de tudo, tenham calma, poetas.
Eu não sou louco.
A minha mãe mandou me examinar!!
*U.P.A.*
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*Essência*
Procuro minha essência.
Estou procurando ela todos os dias.
Mas não vejo sinal, é como se ela estivesse se escondendo de mim.
E agora estou em um abismo emocional.
Dentro desse abismo eu me pergunto.
A gente perde a essência ou a esconde?
Será que a escondi e me esqueci donde a deixei?
Essa escuridão não me ajuda.
Está frio, estou confuso aqui.
Não vejo procedimento adequado para seguir procurando.
Mas vou tentar achar mesmo assim, quero minha essência.
Pois, de nada vale um poeta.
Sem a sua maior virtude.
A sua essência.
*U.P.A*
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*Um mundo solitário*
Vivo em um mundo solitário.
Mesmo rodeado de pessoas, ainda me sinto solitário.
Solicitando uma companhia certa.
Que não seja acusada de forma correta pelos bárbaros.
A solidão de um poeta não pode ser arrancada por inférteis.
Inúteis com pensamentos fracos.
Fracos com pensamentos inúteis.
Viciados em hipocrisias, algo que nunca foi deixado de lado.
Procuro alguém que seja capaz de retirar essa solidão.
Pois te digo de antemão.
Que esta solidão está sendo minha melhor opção.
Não retire o que me resta se não for para solucionar o meu problema.
Pois é durante meus poemas.
Que minha solidão me alimenta!
U.P.A
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*O Poeta*
Por que passo por isso?
Esses sentimentos sempre me indignaram.
Um poeta solitário, cheio de amargura.
Mas que nunca deixa exposto.
Os poetas não deveriam passar por isso.
A solidão é a mais doce companheira de um poeta.
Sem escolha de sua companhia, o poeta se desfaz em versos.
Cheio de utopias, rancores e tristezas.
Feliz o poeta que tem sua companhia.
Mas não digo a companheira solidão.
O sentimento de um poeta é maior que todos os outros.
Se tens meus sentimentos em suas mãos.
Aproveita, pois, a maior verdade que carrego.
Está nos meus sentimentos.
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*Labirinto*
Estou em um labirinto.
Não sei se avanço, se recuo.
Sei que essa parede de gelo não vou conseguir quebrar.
Labirinto limitado, pouco acesso me permite avançar.
Mas tenho muitos caminhos para voltar.
Não quero, ficarei aqui.
O medo que sempre me assola voltou.
Estou pressentindo as mesmas dores que tive antes.
Labirintos anteriores foram mais espinhosos, e não desistir.
Por que irei desistir agora?
Minhas feridas não vão doer como antes.
O medo de se perder em mais um labirinto ainda existe.
O medo de voltar a escrever sobre meus sentimentos ainda é presente.
E aqui estou novamente, lutando contra meu medo.
*U.P.A*
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*Espelho*
Este espelho não reflete corretamente.
Costuma vir consigo um reflexo jamais visto.
Espelha pensamentos, aspectos e atos iguais a outro.
Parece um retrato de outro espelho.
Ele não me trouxe reflexo.
Como se aquele espelho estivesse em dois lugares.
Mesmo parado em frente a ele.
Procurei não desistir, pois, já havia visto aquele espelho refletir antes.
Não é como antes.
Mesmo que este retrato seja admirável, ele não é a essência desse espelho.
Sua essência é linda, maravilhosa, cheia de brilho.
Cada espelho tem sua beleza, sua maravilha e seu brilho para serem refletidos.
E apenas um bom admirador de espelhos sabe.
Que cada espelho tem sua própria essência para ser mostrada aos admiradores de verdade.
Basta cada espelho não esconder o que sua essência reflete.
Que o admirador enlouquece.
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