Tulipa Marrom
@TulipaMarrom2022 · desde 2021
Gosto de literatura inglesa, escrevo romances e poesia. Apaixonada por leitura. Vou amar ler seus escritos!
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Uma semente
Possibilidades existentes
Cores, cheiro, paixão, dor
Tudo efervescente
No entanto
Prevaleceu o ausente
O que poderia ser
Pareceu melhor que o presente
Um espinho machucou
A flor foi arrancada
O jardim não tem mais cor
A flor do caule foi separada
Por melhor que seja o floricultor
Essa flor murchou
E no vaso
Outra será colocada
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Olha o mar!
Olha o balançar!
Olha a vida te jogando
Pra lá e pra cá!
Marinheiro, onde fostes ancorar?
Numa enseada incerta?
Numa ilha deserta?
Longe de tudo que há?
Qual é o problema?
Teu barco é de papel?
Tua vela está invertida?
Teu leme é a tampa de um tonel?
Marinheiro
Não importa o porte do barco
Apenas aprendas a velejar
Cuidado com as ondas nervosas
No mar revoltado
Nade para não se afogar
Respire fundo e conheça os sete mares
Não desistas por causa de uma única viagem
Amanhã o tempo vai melhorar!
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Um turbilhão de ruínas
O apogeu do fracasso
O auge da decepção
O vazio desse palácio
A mediocridade da existência
O simulacro da sobrevivência
O ópio da vaidade
A dor da perda da inocência
A morte da esperança
O desejo de vingança
E o peso da indiferença
O “circo” continua armado
Só que agora o “palhaço” é mais chato
e maior sua violência
Vai ser o rei do teu espetáculo
Ser o maioral no teu palco
e saciar tua prepotência
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Aqui encontro respostas
Aqui abro e fecho portas
Aqui o tempo é o que menos importa
Daqui vou para qualquer lugar
Daqui atiro pedras
Daqui quebro a janela
Daqui posso gritar
Daqui desafio, odeio e ignoro
Choro, amo e imploro
Morro e renasço
Posso recomeçar
Corro e derrepente te abraço
Na seqüência te beijo, te odeio e te rasgo
Te jogo pra lá e pra cá
No vai e vem do meu traço
Às vezes te mato e depois te refaço
Só para continuar a te amar
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