As estrelas caíam no mês de Outubro,
Formando pétalas em cores,
Era perfeito, perfeitas flores…
Aquarelas pintavam o mês de Outubro,
Escorrendo a arte da primavera,
Era bela.
Agora, me ajoelho na grama seca.
Cores não são pintadas,
Muito menos formadas.
Ai de eu reclamar,
Pois se a culpa foi minha,
Não só apontem.
Apedrejem-me.
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Simpatiso do teu olhar,
Pobre, vazio...
Ergo a mão a te levantar,
Vamos, insisto.
Vida maldita a do misericordioso.
Poupe os miseráveis,
Conceda a graça da vida.
Abaixe sua guarda,
E morra apunhalado.
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Nunca vi as ondas quebrarem.
Nem mesmo achei um tesouro.
Muito menos peguei minha espada,
E os empurrei pra prancha.
Pirata pois ainda sou?
Dentro de um navio estou.
Cercado de areia e vidro.
Na estante.
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Frente a frente, sentados,
Separados por carvalho, mesa.
Quem diria que eu
Estaria bebendo com Ele.
Preparando há anos tal momento,
Dois copos, um em veneno.
Um sorriso, não meu.
É pela aceitação da morte,
Ou pior?
Maldito copo.
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Não era o que pensei,
Muito menos o que disseram.
Mas suas dores faço minhas,
E de você, irei cuidar.
O mundo é cruel,
Não há beleza a contemplar.
Mas depois de você, assumo.
Vale a pena viver.
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No oceano das emoções,
Me jogaram ao sete mares.
Tubarões me arrancam em versos,
Tornei-me palavra ao mar.
Sua mão aperto com força,
E na janela, o céu se parte.
Ficará tudo bem,
A final, estou aqui.
O estrondo nos calam,
Não há mais escuro,
Ficará tudo bem,
Afinal, estou aqui.
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No quarto escuro se estende,
Um tapete do passado,
Formado por trapos.
Já arrancaram um terço de mim,
Me tiraram em um quarto.
Os costuraram para ser capacho.
Hoje, nele, me sento,
Frente a você, pergunto.
De tudo que foi arrancado,
Qual você mais gostou?
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Afundei no simples toque.
Lago de terra, me puxa abaixo.
Não há razão para subir.
Não há razão para voltar.
Pois vazia a carcaça é.
Na verdade, nem sempre foi.
Foram os ratos que roeram a carne,
Ou a carne se soltou ao verbo?
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Rasa a vida é.
Mas eu encho a xícara.
E apressado, bebo.
Nem esse açúcar
Me traz lembranças,
Dœ que ja fui.
Criança,
Amor,
Alguém.
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