Em toda nossa brevidade existencial, de homens e mulheres e hominídeos mais, fomos privilegiados em duas habilidades primordiais: observar e raciocinar. A segunda sendo continuidade da primeira, complemento teórico de seu objeto empírico, ilumina à fronte do sujeito, o verbo. Existe nas mãos dos Homens um paradoxo cultural que nos faz lutar constantemente por equilibro infinito enquanto sociedades humanas existirem - de um lado da balança temos um pouco de construção e do outro lado temos um pouco e 1/2 de destruição, ou vice-versa. Cultura é sinônimo de transformação do meio; transformação constante em toda nossa brevidade existencial de homens e mulheres e hominídeos mais, se equilibrando na corda bamba do "Ser ou Não Ser".
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Cansado de todos os poemas de amor.
Mas afinal, o que porra é esse tal de amor?
Será que esse amor tem nome?
Ou será que é um pronome, um verbo, um sujeito? É perfeito ou imperfeito?
Tem gente que só falta dizer: "é mais que perfeito"
Depois chora, diz que tem defeito.
É amor pra cá; é amor pra lá... Aff
Cansado desses poemas de amor!
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A vida é efêmera tal qual um sonho
Difere em sua textura materialista
Cronologicamente retilínea, espiral
Organicamente organizacional
Efêmera como um sonho, tal qual.
O sonho, predominantemente surreal
Disserta a vida numa linha atemporal
Distorce sumariamente a memória
Questiona a noção sensorialmente
Efêmero como a vida, tal qual.
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No meio da noite gigante
É ensurdecedor o silêncio
Exceto por algum instante
Que no intercalar do badalo
Se revela escondido o restante
(Contraditório restante)
No meio da noite gigante
Quem se passa calado
E vai marcando passado
Calado, no intercalar do badalo
Traz o futuro adiante
Não vai adiante, fica parado
Nem se atrasa, mas vive atrasado
(Contraditório restante)
Vive apressado
No meio do dia ofegante
Vive cansado, mas não se cansa
Fica parado, mas avança
(Continua...)
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O amor pode ser confuso
Tem ora que afaga, é sincero,
Constrói;
Mas tem ora que dói, se afasta,
Se confunde...
Se perde!
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Veja as nossas fotografias
Na cabeceira da cama
Não me esqueça
Não chore esta noite
Ou melhor, chore até que alivie
Lembre do nosso cheiro no cobertor
De nossas coisas que se misturam
De nossas bagunças desapegadas
E o apego de nossas mãos desenhadas
Pintadas nas telas,
Penduradas na parede.
Acorde dos seus sonhos de dor e sinta
Da luz que atravessa as cortinas
A luz que não pede permissão
E entra e toca na alma
Deixe que a luz aqueça o coração
Guarde as lembranças e viva.
Eu sei, os copos e garrafas de vinho
Ainda estão caídas no chão da sala
A vontade foi esquecida, entrou o trauma
O dor corrói até que não sobre lágrimas
Então finalmente ela se devora
E se devora até que não tenha sentido
E os sentidos retornam depois da ressaca.
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Meus olhos que te seguem
São como náufragos
Enganados pelos faróis
Do teu espírito vaidoso
Que arde em meu espírito,
Sem saber que existo.
Me guardo onde insisto
Então deixo que siga sem saber
Porque assim prefiro
E mergulho na tua insanidade
E me perco em mar profundo
Até que me afogo de fato.
Sou náufrago do teu mundo.
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A lingua é um meio que a mente usa pra tocar a alma;
Com as palavras certas a mente acalma, alcança a gente.
Parece que estou num looping. Estou dormindo, acordo. Levanto e sigo o próximo passo. Me deito, durmo, acordo, levanto e sigo.
O próximo passo é sempre tentar romper a parede que me prende nesse looping. O próximo passo é sempre difícil; é imprevisível. Dar o próximo passo requer coragem. Mas o medo é o prelúdio da coragem. Sim! Todos passamos pelo medo antes de alcançar a coragem.
Temos medo do desconhecido porque nunca experimentamos aquilo que estar por vir. Então decidimos como será a prospecção. Para os racionais é um pouco mais simples analisar, compreender e objetivar os movimentos; para os emocionados essas tarefas concluem um turbilhão de possibilidades todas a ponto de desencadear numa catástrofe, talvez seja por isso melhor deixar de lado as formalidades e avançar rumo ao desconhecido. Mas não tem jeito, chegando aqui todos têm que lidar com a terrível sensação de medo.
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A noite é mais quente hoje em teus braços,
A vontade que surge no olhar louco,
O ar que alimenta o fogo pouco a pouco.
Abraços calados, gemidos, suados,
Amor gozado de tanto prazer,
De tanto te ter.
Entrelaçados os beijos fartos.
Em teus peitos fartos
À boca.
Os lábios carnudos, sedentos
Macios, desnudos, mudos,
A carne molhada da boca babada.
O toque das mãos que passeiam
No vão das pernas embebidas
De desejo. Te desejo.
E ainda em meio ao transe do teu olhar
Devoro-te sobre à mesa do jantar,
Teu corpo insaciável.
Ao som de Baco a noite dita a melodia
Num ritmo quente, calor de aguardente,
A dança traça a brincadeira até de dia.
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