Culpa.
A culpa domina a alma As lembranças a mente invadem. A dor toma conta do coração, E os olhos das lágrimas se enchem. Toda vez que eu me lembro, Tudo em mim estremece Tudo dói Tudo se corrói Tudo se destrói Eu sou um monstro. Não a necessidade de lembrar O quanto eu já fui e Sou capaz de vidas tirar. Não precisa lembrar A quantidade de vezes Para a minha vida preservar Eu resolvi muitas outras tirar. O quão cruel eu sou Isso você não precisa lembrar Pois toda vez que eu me escuto Me olho no espelho Lembro que eu existo. Eu só consigo me odiar. Traumas, coisas que só eu sei. Isso não é nada. Comparada o monstro que eu sei Que só eu sou, e da existência dele só eu sei. Não se iluda comigo. Tome cuidado comigo. Estou te avisando amigo. Se me perguntarem a sua vida ou a minha. A tua é claro amigo. Então por mais que ande contigo Declare meu amor em versos querido. Eu ainda sou aquele eterno monstro querido. A culpa me consome. Hoje me perguntaram qual foi a coisa mais radical que eu já fiz. Não valia nada que comprometesse a vida de ninguém. E o mais leve que pude pensar foi: "Eu matei uma criança para não ter que dá um tiro no meu braço" Me perguntaram a idade da criança "3 anos" Eu respondi, e depois disso eu não ouvi Ou vi mas nada a culpa veio atacar. E as lágrimas eu me coloquei a derramar.
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