Versos meus
Vai chegando a hora de sair, passo o perfume e me arrumo pra ir. Sou o cara da festa, de vez em quando é bom esqucer as mazelas. Sou batalhador e tô em busca das minhas coisas. Sei que não é fácil, mas sou como um tigre com sangue no olho e é claro que não vou desistir. Já fui humilhado, xingado, desprezado, porém nunca conseguiram me deixar calado. Foda-se as regrinhas da vida. Sou desconstruido? Que porra é essa? Prefiro a moda antiga, apesar de novo. Gosto de moto, meu cantinho, minhas anotações, minha rima, minhas emoções e eu juro que a vida não é fácil não irmão! Somos pessoas doentes nesse século, vicios estão nos destruindo, me destruindo, me consumindo, a cada dia quero mais e mais ser o verdadeiro eu que nasci pra ser e não o que a sociedade quis um dia penssar em impôr em um jovem que queria apenas achar o seu lugar. Nesse instante escrevo os versos e de versos sou. Me torno um verso. É igual uma extensão do próprio corpo. Nao é necessário drogas, quando a jente ama a vida ela se torna a própria brisa. E para todo começo a um final e vice versa. Sem maldade, sem discriminação, sem revolução, e daí a jente pode enfim pensar um dia em um mundo bom.
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