Fui aprendendo
de ausência em ausência fui desaprendendo o barulho do mundo. de madrugada em madrugada engoli tempestades inteiras sem que ninguém percebesse. pouco a pouco de queda em queda de silêncio em silêncio parei de pedir socorro para quem aplaudia meu afundamento. hoje caminho estranho, com os bolsos cheios de caos e o peito cansado de normalidade. acho que enlouqueci. mas pela primeira vez a loucura parece honesta.
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